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    TOY STORY

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    Por Celso Sabadin
    03/03/2010

    Nem dá para acreditar que o primeiro Toy Story foi feito no século passado. Em 1995, para ser mais exato. Lembro perfeitamente da agitação do momento. A mídia destacava o fato de que os produtores da Pixar estavam correndo contra o tempo para lançar aquele que seria o primeiro longa-metragem totalmente digital da história do cinema, feito sem câmera, virtualmente, dentro de um computador. Coisa de louco!

    E o mais irônico é que toda esta correria acontecia porque num país distante, um outro bando de produtores, também malucos, corria para finalizar o seu desenho, também longa, também totalmente virtual. Quem lançasse seu filme primeiro entraria para a História. Toy Story ganhou. E o brasileiro Cassiopeia ficou num honroso segundo lugar... Faltou "um pouquinho assim", como diria o Agente 86.

    De qualquer maneira, Toy Story é uma preciosidade. Não somente pelo seu aspecto visual e tecnológico, pois todos nós sabemos que quando um filme é visualmente revolucionário e inovador, isso pouco significará no futuro se o seu conteúdo não for satisfatório. E hoje, vendo e revendo Toy Story várias vezes (sim, tenho filhos pequenos), percebe-se o quanto ele é genial.

    Fora seu pioneirismo virtual, Toy Story é uma das melhores animações da história do cinema por vários fatores. O primeiro é o seu roteiro, inventivo, simpático e alto astral, imaginando como seria o mundo dos brinquedos sem a presença dos humanos por perto, caso eles tivessem vida própria (e quem disse que eles não tem?). Não que a ideia seja totalmente nova, posto que já foi utilizada num antigo curta de Natal da Disney, nos anos 30, além de outras histórias da literatura infantil. Mas tudo bem. Aqui, a Pixar não somente retoma o conceito com maestria como também o aprimora, abordando sub-temas importantes (abandono, aceitação, companheirismo, fidelidade...) e - sintonizado com os novos tempos - a profunda competitividade do mundo moderno.

    Inspiradíssimo, o filme cria, no mínimo, um momento antológico do cinema: quando Buzz descobre sua verdadeira condição finita e limitada de ser "apenas" um brinquedo, e não um astronauta de verdade, como pensava ser. Nada mais humano.

    Outro dos maiores méritos do desenho é sua fantástica construção dos personagens. São "brinquedos" pra lá de humanos, matizados com sonhos, medos e frustrações, de profunda identificação com mais variados tipos de público. E muito divertidos, é claro!

    O resultado é um filme para entrar na história. Aliás, já entrou. O fato dele estar sendo relançado no sistema de projeção 3D é apenas mais um caça níqueis da indústria, e não tem tanta importância quanto teve seu lançamento em 1995. Um clássico!