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    TRAMA INTERNACIONAL

    <p>Um elenco respeit&aacute;vel a servi&ccedil;o de um filme pl&aacute;stico e sem sabor</p>
    Por Heitor Augusto
    06/07/2009

    Não espere novidades do novo filme de Tom Tykwer, tampouco fique ansioso para ver a mesma inventividade de Corra, Lola, Corra. Trama Internacional é mais um filme trivial de ação que conecta as pontas soltas de corrupção e venda de armas ao redor do mundo por meio de um banco, um policial determinado e um matador.

    A começar pelo protagonista, Louis Salinger (em atuação satisfatória de Clive Owen), um agente da Interpol que pretende explodir pelos ares uma complexa rede. Ele é o puro clichê do policial correto que se sente pequeno e impotente com a máquina que o circunda. Já vimos isso tanto na indústria do petróleo com Syriana como na farmacêutica em O Jardineiro Fiel.

    Também já vimos filmes que, à luz da globalização, entrelaçam diversos pontos do mundo, como em Babel, no qual a bala disparada no Marrocos tem repercussões tanto no Japão como nos Estados Unidos. E também já assistimos produções, como Rede de Mentiras, nas quais policiais percebem que apenas os métodos politicamente incorretos tornam possíveis os objetivos serem alcançados.

    Ou seja, Trama Internacional é mais do mesmo. Um elenco respeitável – Clive Owen, Naomi Watts (Violência Gratuita), Ulrich Thomsen (Festa de Família), Armin Mueller-Stahl (Senhores do Crime) – a serviço de um filme plástico, igual a muitos outros.

    Os US$ 50 milhões de orçamento (segundo números do Box Office Mojo) permitiram uma produção competente, que inclui tomadas aéreas, a destruição do Museu Guggenheim (Nova York) e cenas filmadas nas cidades alemãs Wolfsburg, Berlim e Potsdam, além de Istambul e Milão.

    Nada disso foi suficiente para tornar Trama Internacional algo diferenciado, um filme de ação que desperte novidades em vez de reforçar o que já vimos. Para piorar, o longa ainda reserva ao espectador um final arrastado com direito a lição de moral pseudo-filosófica. Mais do mesmo.