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    TRANSFORMERS: A ERA DA EXTINÇÃO

    Nem melhor nem pior que os anteriores. Mais do mesmo
    Por Roberto Guerra
    07/07/2014

    Antes do lançamento deste quarto filme inspirado na popular linha de brinquedos da Hasbro, o diretor Michael Bay disse em entrevista que faz filmes para fãs e não se preocupa com críticas. E ninguém pode negar que ele está em fina sintonia com os admiradores dos alienígenas motorrobóticos.

    A Era da Extinção lotou os cinemas em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e arrecadou US$ 100 milhões em três dias de exibição – maior abertura de 2014 até agora. Guardada as devidas proporções numéricas, deve fazer bonito nas salas brasileiras também.

    Filmes como os da série Transformers são imunes a críticas. Que não gosta, vai passar longe. Quem é fã, vai ao cinema não importa o que se diga sobre eles. Como constatar que A Era da Extinção não faz muito sentido nem se preocupa em ter coesão narrativa até o final de seus extenuantes 164 minutos de duração, o que está longe de soar como novidade.

    Os realizadores da franquia nunca se preocuparam em contar uma história inteligente mesmo. Espera-se ver robôs gigantes lutando e neste quesito Michael Bay não desaponta, mesmo que seja incapaz de fazer o público se preocupar o mínimo que seja com eles. Tampouco nos importamos com os humanos. O filme é emocionalmente vazio, como os anteriores, e mesmo a substituição de Shia Labeouf por Mark Wahlberg não fez diferença.

    A história se passa anos depois de O Lado Oculto da Lua. Wahlberg é Cade Yeager, um inventor e pai solteiro que mora numa fazenda com sua filha Tessa (Nicola Peltz, a gatinha da vez), de quem morre de ciúmes. Ele encontra um caminhão dentro de um cinema abandonado e descobre posteriormente tratar-se de Optimus Prime, líder dos Autobots, a turma do bem.

    Os tempos são outros e agora o governo americano vê com desconfiança os antigos aliados. Perseguido pela CIA e por robôs mercenários aliados à agência de inteligência, Optimus reúne um grupo de Autobots e, com o auxílio de Cade, sua filha e do namorado dela (Jack Reynor), parte para combater os novos e velhos inimigos, os Decepticons, agora modificados pela ação humana.

    A Era da Extinção não é pior nem melhor que os anteriores. É mais do mesmo. É tão cansativo e recheado de bobagens e incoerências como os antecessores, com robôs respirando, piscando os olhos, fumando charuto (!) e a história de um milionário interpretado por Stanley Tucci que consegue manipular o genoma (oi?) dos brutamontes de metal. Diante disso, sobra apenas um prolongado exercício de sequências de ação, perseguições, brigas entre robôs e muita, muita destruição.

    Tudo tecnicamente bem feito, tenho de admitir. Os efeitos melhoraram bastante desde o primeiro filme. Agora é possível ver os transformers em detalhes, identificar quem é quem. As cenas frenéticas com engrenagens se retorcendo e avançando em direção à câmera – nas quais não dava para discernir o que estava acontecendo – ficaram no passado. Tudo é claro e bem definido, mas avanço tecnológico não salva filme.

    De olho nos mercados asiáticos, A Era da Extinção tem seu terceiro ato ambientado na China. Lá ocorre uma sequência interessante, inventiva, do personagem de Wahlberg lutando contra um vilão nos telhados dos edifícios residenciais de Hong Kong – talvez o único seguimento realmente empolgante do longa. O problema é que tudo passa da conta, tudo é exagerado, se estende demais e fica enfadonho.

    Em dado momento Optimus Prime vira o Rei Arthur, desenterra uma espécie de Excalibur e junto com ela uns dinobots. E seguem a pancadaria, explosões e destruição. O bom é que se pode sair da sala para ir ao banheiro, comprar pipoca ou mandar um e-mail quantas vezes quiser e não perder nada importante. A Era da Extinção é fast food cinematográfico do jeito que os fãs querem. E as bilheterias gordas estão aí para comprovar isso.