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    TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO

    Bay pode ter estoque inesgotável de bombas, mas não de ideias
    Por Iara Vasconcelos
    18/07/2017

    Explosões, fogo, trilhas épicas e mulheres em trajes mínimos. Esses detalhes tornaram-se marca registrada do modus operandi de Michael Bay. Entretanto, esses elementos que tanto renderam grana e sucesso para o cineasta, hoje são usadas como atestado de sua falta de criatividade.

    Mesmo assim, Bay parece não se importar e se mostra disposto a explorá-los enquanto isso for traduzido em cifrões para seu bolso. Transformers: O Último Cavaleiro é a prova viva de que a franquia já navegou por todos os oceanos possíveis e agora está destinada a morrer na praia. Com uma trama arrastada e pouco inspirada, parece que nem o visual grandioso e cheirando a pólvora é capaz de deixar o espectador engajado. Mesmo assim, deve render alguns bons milhões ao redor do mundo graças aos fãs cativos.

    Na nova trama, você verá uma mistureba de cenários, com Transformers lutando contra inimigos na idade média, no espaço e até na Alemanha Nazista (outra tara de Michael Bay). Depois que uma nova ameaça alienígena atinge a humanidade, Cade (Mark Wahlberg) e seu time de robôs, liderados por Bumblebee, se juntará a um improvável grupo formado por um lorde inglês Edmund Burton (Anthony Hopkins) e pela professora da Universidade de Oxford e bombshell da vez Vivian Wembley (Laura Haddock). Para salvar o nosso planeta, eles terão que buscar respostas no passado.

    O Último Cavaleiro tem uma narrativa extremamente arrastada. Mesmo assim, seus personagens carecem de profundidade. Anthony Hopkins interpreta uma versão estereotipada dos britânicos: Sempre sérios formais e, claro, ligados à aristocracia.

    Já a professora vivida por Haddock parece ter sido colocada lá apenas para servir de interesse amoroso a Cade. Apesar de ter um papel importante na resolução da disputa entre os Transformers, a personagem acaba ficando refém de uma postura sempre sensual, exagerando nos carões e no andar tirado das passarelas da moda.

    Já a jovem Isabela Moner, que tinha tudo para conquistar a audiência, não ganhou o espaço devido e chega a desaparecer na metade do filme, retornando apenas nos minutos finais. Isabela chegou a ganhar certo destaque nos trailers, dando a entender que sua participação seria maior, mas sua história não foi explorada como deveria.

    Apesar de tecnicamente bem feitas, as batalhas entre os Transformers também não possuem mais o mesmo brilho de antes. Cansativas, parecem mais uma série de imagens recicladas de embates dos outros filmes da franquia. Tudo muito genérico.

    Para não dizer que tudo está perdido, O Último Cavaleiro melhora quando aposta no humor e na descontração. Em alguns momentos, Michael Bay chega a tirar sarro até de si próprio e dos artifícios que usa, tornando toda a experiência mais leve e voltando às raízes do entretenimento puro. É uma pena que o filme não siga mais essa linha.

    Não há dúvidas de que a franquia comandada por Bay influenciou muito o cinema, ditando as regras quando o assunto é blockbusters de ação, mas agora parece estar apenas seguindo o que é tendência e não mostrando nada de novo. Infelizmente, Transformers - O Último Cavaleiro nos deixa uma certeza: Michael Bay pode ter um estoque inesgotável de bombas, mas aparentemente não de ideias.