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    TRÊS VEZES AMOR

    Por Nathália Salomoni
    25/04/2008

    Três Vezes Amor é mais uma comédia romântica, daquela em que os mais românticos e idealistas podem sair da sala pensando: "isso nunca vai acontecer na minha vida". Mas, afinal, cinema é para isso também, realizar na tela o que a gente não consegue na vida real.

    Na trama, dirigida por Adam Brooks - de comédias como Bridget Jones - No Limite da Razão e Wimbledon - O Jogo do Amor -, Will Hayes (Ryan Reynolds) está se divorciando. Sua filha de dez anos, Maya (Abigail Breslin), começa a questioná-lo sobre como era sua vida antes do casamento. A pequena quer saber todos os detalhes de como seus pais se conheceram e se apaixonaram. Will começa então um jogo, no qual promete para filha contar sobre todos os seus relacionamentos do passado, mas ela terá de adivinhar qual das namoradas é sua mãe.

    Intercalando os casos, namoros e beijos do protagonista com as belas atrizes Isla Fisher, Elizabeth Banks e Rachel Weisz, o filme é um pouco cansativo. Afinal, passa por 16 anos da vida de Will e parece que não se desenvolve. Além disso, soa falso demais. Mesmo que tenhamos esperança de encontrar um grande amor ou acreditar que um antigo relacionamento pode voltar a dar certo, nada é tão perfeito quanto o ir e vir dos romances nesse filme. O protagonista "quebra a cara" algumas vezes, mas mesmo assim consegue ser feliz no final.

    O destaque é a pequena Abigail. Apesar de sua participação ser menor do que em Pequena Miss Sunshine, comédia pela qual até ganhou uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, ela tem um carisma enorme, que consegue divertir e comover o espectador. No começo do filme, ela tem sua primeira aula de educação sexual e, quando o pai vai buscá-la na escola, começa a lhe fazer perguntas cabulosas, com aquele jeitinho de menina crescida que só ela sabe fazer. Mesmo assim, ainda preserva o seu lado ingênuo e está sofrendo com a separação dos pais.

    Três Vezes Amor é mais um filme do gênero "água com açúcar" para quem quer se divertir. Só cuidado para não se iludir com qualquer romance do cinema.