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    TROLLS

    Visual colorido e trilha dançante prometem conquistar crianças
    Por Iara Vasconcelos
    26/10/2016

    A Dreamworks tem em seu portfólio as memoráveis animações Shrek, Madagascar e Como Treinar O Seu Dragão, sucessos de crítica e público. Entretanto o estúdio também vem amargando fracassos como As Aventuras De Peabody & Sherman e A Origem Dos Guardiões, que renderam prejuízos milionários.

    Com o anúncio de sua venda para a Comcast e uma reestruturação interna, a empresa acabou definindo que qualidade é melhor do que quantidade e limitou sua produção em três filmes por ano. A animação musical Trolls é fruto dessa reestruturação e a melhora é perceptível, especialmente em relação à Kung Fu Panda 3 primeiro dessa nova fase.

    Inspirados nos bonequinhos, criados nos anos 60, mas que fizeram sucesso no Brasil entre os anos 80 e 90 – que por sua vez são inspirados no folclore nórdico – Trolls chega com uma proposta bem semelhante a de filmes como Madagascar e Shrek: Adequado para crianças, mas com um ritmo e humor que também agrada adultos.

    Na história, os Trolls são seres coloridos, cantarolantes e felizes que nascem em árvores e vivem em sua própria comunidade sob o comando de um rei. Já os Bergens são o oposto disso. Infelizes, raivosos e de aparência desagradável, eles só conseguem sentir a verdadeira alegria ao engolir um Troll.

    Os Bergens então resolvem roubar a árvore Troll e instituir um dia apelidado de "Trollstício", em que os moradores podem sentir o gostinho da felicidade pelo menos uma vez na vida ao abocanhar um dos seres cintilantes.

    Os Trolls conseguem fugir antes de um dos trollstícios e ficam por anos a salvo, entretanto são capturados novamente, obrigando a princesa Poppy e o mal-humorado Tronco, um Troll que foge à regra e não é nada feliz, a adentrarem a cidade Bergen e resgatá-los.

    O visual colorido é o que mais chamará a atenção dos pequenos – mesmo que por vezes o filme pareça uma viagem de ácido – entretanto os adultos podem se deliciar com a trilha sonora que conta com clássicos das antigas como "Total Eclipse Of The Heart", de Bonnie Tyler, e "The Sound of Silence", de Simon & Garfunkel. Aliás, a trilha foi uma ótima jogada do estúdio. A canção "Can't Stop the Feeling", de Justin Timberlake (que dubla o Troll deprê na versão original), foi lançada nas rádios do mundo todo antes da estreia do filme, o que serviu como uma baita campanha de marketing.

    Também não há como negar que a Dreamworks fez um ótimo trabalho em mudar a aparência dos personagens – os bonecos eram realmente assustadores – os deixando com feições mais próximas as dos "Smurfs". A mistura de animação tradicional com esquetes feitas em formato de colagem também foram bem empregadas.

    Trolls não tem a maturidade de animações como Frozen - Uma Aventura Congelante, Divertida Mente ou até do ogro Shrek, mas conta com personagens bem divertidos como Guy Diamante, que solta glitter por um lugar bem peculiar de seu corpo, e a quase lhama que faz cocô em forma de cupcakes, o que funciona para sua proposta. Parece que a Dreamworks finalmente se reencontrou e isso deve refletir nas bilheterias.