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    UM CRIME DE MESTRE

    Por Celso Sabadin
    11/05/2007

    Não é, nem será o melhor suspense policial do ano, mas cumpre o que promete: um bom entretenimento, bem dirigido e com um roteiro intrigante. Assim é Um Crime de Mestre, novo filme do diretor Gregory Hoblit, o mesmo de As Duas Faces de um Crime e Possuídos.

    A trama fala de Ted (Anthony Hopkins), um engenheiro que atira friamente na sua mulher adúltera, confessa o crime, se entrega para a polícia e não deseja sequer um advogado para defendê-lo. E mais: ele tem certeza absoluta que será absolvido. Como? Usando e abusando das brechas da lei. Por outro lado, o jovem promotor Willy (Ryan Gosling, numa interpretação que lembra muito Edward Norton), designado para condenar Ted, está com a cabeça longe do caso, muito mais preocupado com seu futuro novo emprego num poderoso escritório de advocacia. Estes fatores combinados poderão levar à absolvição total do frio criminoso.

    Um Crime de Mestre nos faz recordar dos antigos episódios do seriado de TV Columbo. A estrutura é muito parecida. Tudo começa com uma pessoa de classe alta praticando um crime que o espectador acompanha em sua totalidade. A idéia é tornar o público ciente de todos os detalhes do assassinato e travar com o espectador um jogo de lógica e suposições até a virada final, quase sempre surpreendente. Neste sentido, Um Crime de Mestre não decepciona. Talvez a trilha sonora seja redundante e insistente demais (como tem acontecido na maior parte da produção comercial norte-americana), e talvez Anthony Hopkins esteja um pouco careteiro demais, mas mesmo assim, como entretenimento que não ofende a inteligência do público, o filme é eficiente. O que não é pouco.