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    UM PARTO DE VIAGEM

    Longa tem bom ritmo e não deixa de ser um passatempo bem humorado com bons atores<br />
    Por Celso Sabadin
    04/11/2010

    São dois sujeitos estranhos, completamente diferentes um do outro. Um deles faz o tipo “descolado” e “amigão”. O outro é reservado, distante, e de poucos amigos. Um problema no aeroporto e alguns incidentes desagradáveis fazem com que ambos sejam obrigados a empreender uma longa e desastrosa viagem, juntos, pelos Estados Unidos.

    Não, não estamos falando da comédia Antes Só que Mal Acompanhado, estrelada por Steve Martin e pelo falecido John Candy, mas sim de Um Parto de Viagem, com Robert Downey Jr. (O Homem de Ferro) e Zach Galifianakis (de Se Beber, Não Case).

    Remake? Nada disso: falta de criatividade mesmo. Afinal, em Hollywood, nada se cria, nada se perde, tudo se refilma. Mas quem não se importa com ineditismo pode relaxar na poltrona e curtir esta comédia escrachada assinada por Todd Phillips, o mesmo de Se Beber, Não Case.

    Aliás, Um Parto de Viagem bebe nas mesmas fontes do filme anterior de Phillips, ou seja, protagonistas trintões, de personalidades diferentes - e até conflitantes - que por algum motivo se embrenham por uma viagem pelo país, misturando os elementos típicos do filme de estrada com as formulações simplistas da comédia adolescente. Algo como um Road American Pie para maiores. Um Porky´s para senhores respeitáveis.

    A fórmula funciona, ou pelo menos tem funcionado. Por mais que já saibamos de antemão que os conflitos dos protagonistas serão lapidados e resolvidos até o final do filme, o roteiro acaba agradando pelas suas situações divertidas, pelos seus diálogos espertos, e pelo carisma de seus personagens.

    O melhor de Um Parto de Viagem fica por conta das críticas que faz à já intolerável mania do “politicamente correto”. Afinal, em quantos filmes você já viu um adulto socando uma criança insuportável no estômago? E o pior, novamente, recai sobre o gosto duvidoso de certas situações escatológicas, tabu que a sociedade norte-americana ainda não conseguiu superar.

    Despretensioso, o filme tem bom ritmo, diverte e - mesmo sem ser genial - cumpre o que promete: um passatempo bem humorado com interpretações carismáticas.