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    Um Príncipe em Nova York 2 diverte e atualiza clássico de Eddie Murphy

    Trinta e três anos depois, chega a sequência para alegria dos nostálgicos
    Por Daniel Reininger
    04/03/2021 - Atualizado há 9 meses

    Um Príncipe em Nova York é um clássico divertido que funciona como comédia romântica com sketches inteligentes e hilárias. A história do mimado Príncipe Africano Akeem (Eddie Murphy), que viaja para o Queens e se apaixona por Lisa (Shari Headley), foi a segunda maior bilheteria de 1988. Trinte e três anos depois, chega a sequência para alegria dos nostálgicos, mas com um trabalho quase impossível de atualizar a história e ainda divertir. E o longa consegue!

    Para quem achava que seria impossível fazer jus ao longa original, fique tranquilo, porque o longa é divertido e capaz de arrancar risadas genuínas, mesmo sem alcançar a excelência cômica do original. Além disso, consegue atualizar algumas questões, como a igualdade de gênero e discursos sociais que fazem sentido para uma comédia atual.

    É ótimo ver Murphy em ação em cenas engraçadas e, embora o filme não flua tão bem do começo ao fim, é divertido o suficiente ao contar como o casal está 30 anos depois e nos apresentar suas filhas: Meeka (KiKi Layne), Omma (Bella Murphy, filha de Eddie) e Tinashe (Akiley Love). O mais inteligente é que o longa funciona até para quem não viu ou não lembra do primeiro.

    Apesar do Rei Jaffe Joffer (James Earl Jones) estar em seu leito de morte, as últimas três décadas trataram muito bem a família real e seu leal assessor Semmi (Arsenio Hall). Zamunda está prosperando - tem até uma nova franquia do McDowell's - e o país desfruta de uma tentativa de paz com sua nação vizinha, Nexdoria. 

    Tudo muda com uma visão do xamã do rei Baba (também Hall), que diz que Zamunda cairá para o extravagante ditador militar General Izzi (Wesley Snipes), a menos que Akeem vá ao Queens para localizar Lavelle Junson (Jermaine Fowler), filho que nunca soube que tinha e o colocar como sucessor.

    Pode parecer esquisito incluir um filho na história, ainda mais para quem conhece bem o original e sabe que o personagem só ficou com Lisa, porém, o longa dá uma forçadinha cômica para fazer essa mudança convincente e explicar como (e quando) o príncipe teve um caso de uma noite com uma mulher chamada Mary (Leslie Jones). 

    Sem spoilers, mas vale o aviso de que essa cena possui uma sequência de flashback que usa CGI para deixar os protagonistas mais novos, mas falha na qualidade. Se isso não te incomodar e você conseguir comprar a ideia, o longa só melhora a partir daí e retoma a premissa do peixe fora d'água do original, quando Lavelle e sua mãe vão para a África conhecer sua nova vida.

    Escrito por Kenya Barris (Black‑Ish) com Barry Blaustein e David Sheffield (que escreveu o sucesso de 1988), Um Príncipe em Nova York 2 se esforça para ser tão engraçado quanto o primeiro. As participações especiais de celebridades são inteligentes e o elenco todo parece se divertir com o trabalho. O roteiro às vezes é um pouco arrastado e retoma demais pontos da história original, além disso, uma subtrama romântica entre Lavelle e cabelereira é demasiadamente superficial. Mas são poucos tropeços diante de uma comédia leve.

    O elenco funciona bem, Murphy e Hall voltam aos seus personagens de décadas atrás com facilidade, mas boa parte das risadas é garantida pelo elenco de apoio dessa vez. Snipes está hilário como General Izzi, um fanfarrão nervosinho que aparece em todas as salas com uma arrogância exagerada. Retornos de personagens clássico garantem a nostalgia, como a trupe da barbearia, enquanto a Rainha Lisa é a voz das críticas sobre leis sexistas de seu país.

    Um Príncipe em Nova York 2 não tem o mesmo impacto do filme original, porém é um bom entretenimento nostálgico para quem adora o longa de 1988, como eu. É exagerado, divertido, espalhafatoso e engraçado. Pode não ser uma obra-prima, mas certamente é um filme que vale ser visto.