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    UMA NOITE NO MUSEU

    Por Angélica Bito
    12/01/2007
    6/10

    UMA NOITE NO MUSEU

    Comédia

    Durante as férias de fim de ano, filmes como Uma Noite no Museu costumam pipocar nos cinemas do mundo inteiro. Esta comédia protagonizada por Ben Stiller estreou mal nos EUA - rendeu pouco mais de US$ 40 milhões, um terço de seu custo de produção -, mas, em duas semanas de exibição, conseguiu triplicar este valor. E tudo indica que o sucesso deve continuar, já que é o tipo de filme ideal para a criançada que aproveita o descanso escolar: é divertido e tem bons efeitos especiais. No entanto, é previsível e embaraçoso demais para ser apreciado com plenitude pelos mais velhos, especialmente os que assistiram a muitas comédias infantis nos anos 90. Isso porque Uma Noite no Museu recicla idéias e piadas já vistas em outras produções.

    Stiller interpreta Larry Daley, um homem que nunca teve muitas perspectivas profissionais na vida. Por isso, não consegue empregos bons, apesar de precisar disso caso queira continuar vendo o filho Nick (Jake Cherry), que mora com sua ex-mulher. Sua última tentativa é um emprego no Museu de História Natural, em Nova York, onde consegue o trabalho de guarda-noturno, assumindo o lugar de três idosos: Cecil (Dick Van Dyke, esbanjando charme com mais de 80 anos), Gus (Mickey Rooney) e Reginald (Bill Cobbs). Logo na primeira noite, Larry toma contato com um feitiço que leva todas as criaturas empalhadas ou de cera do museu a criarem vida assim que o sol se põe. Claro que o susto é grande. Mas, com a ajuda de algumas figuras históricas - como o ex-presidente norte-americano Teddy Roosevelt (Robin Williams), o conquistador romano Octavius (Steve Coogan) e o caubói do oeste dos EUA Jedadiah (Owen Wilson) -, Larry nota que há muito mais coisas em jogo do que somente seu emprego.

    Uma Noite no Museu faz um verdadeiro desfile de personagens históricos em movimento, que ganham mais destaque ainda graças ao elenco estrelado. No fim das contas, são eles que constroem a trama pobremente desenvolvida. A direção de Shawn Levy (A Pantera Cor de Rosa) é igualmente pobre e nem Ben Stiller encontra-se em seu melhor momento como comediante. Se existe alguma graça nesta comédia, ela está nos personagens, já que as situações são previsíveis demais. Os efeitos especiais também são divertidos. Por isso, Uma Noite no Museu diverte, especialmente aos menores. Lembrando bastante filmes como Jumanji (1995) - especialmente na forma como as situações são desenvolvidas -, a produção é divertida e relativamente simpática, da forma como os "filmes de férias" devem ser para entreter de forma leve. Caso este seja seu objetivo, o longa-metragem funciona, mas não se deve esperar muito mais do que isso.