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    UMA VIDA SEM REGRAS

    Retrato <em>cool</em>, e um bocado irritante, de uma geração britânica vazia<br />
    Por Heitor Augusto
    03/12/2009

    Como é bom ver atores automaticamente associados a certos personagens mostrar a necessária versatilidade para quem escolheu essa profissão. Uma Vida Sem Regras dá indícios de que Robert Pattinson é um pouco mais que um vampiro arrasa-quarteirão.

    Seu personagem, Arthur, propositalmente chamado de Art, vive às voltas com uma crise existencial que começa e termina em seu próprio umbigo egoísta. Seus vinte e poucos anos denunciam que ele é um dos “filhos de Thatcher”: cresceram nos anos 80 em um país cujas bases do Estado foram limadas pelo neoliberalismo. Os filhos que não sabem muito bem o que fazer da vida.

    Um filme sobre o tornar-se adulto e o desconforto de um jovem. Porém, que fique claro: é um desconforto cool, um tanto irritante e passa longe de um mergulho filosófico no vazio. Digamos: uma amostra rarefeita de como o ser humano pode beirar a loucura quando se percebe um outsider.

    Mas Uma Vida Sem Regras não se propõe como análise, mas um retrato sobre essa geração, espelhada por Art. Uma comédia dramática despretensiosa na linha de Juno ou Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos.

    Dentro dessa proposta (“faz parte da vida sentir-se outsider”), Uma Vida Sem Regras é um filme OK, especialmente pela carga cômica. Na sua jornada angustiada, o herói recorre a um guru da auto-ajuda, o dr. Ellington (Powell Jones). A personagem é o ponto cômico para tirar o pé do diretor estreante Oliver Irving do acelerador o individualismo de Art.

    Angústias para cá e devaneios umbiguistas para lá, Robert Pattinson se sai bem na missão de viver um adolescente chato e diferente do vampiro Edward Cullen de A Saga Crepúsculo.