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    VAI QUE COLA - O FILME

    Paulo Gustavo tem brilho maior em comédia com falhas
    Por Pedro Tritto
    01/10/2015

    Não são poucos os exemplos de programas de sucessos da televisão brasileira que foram parar nos cinemas. Para não ir tão longe, podemos citar A Grande Família e Os Caras De Pau. Agora, quem entra para esse grupo é a série Vai Que Cola, que é exibida pelo canal fechado Multishow desde 2013 e é liderada por Paulo Gustavo, que sempre traz um humor afiado e crítico em suas performances.

    Em Vai Que Cola - O Filme, isso não é diferente. Assim como em Minha Mãe É Uma Peça, o ator chama a atenção para si e é, sem dúvida, o dono dos melhores momentos do longa, principalmente por interagir com o público e tirar sarro de si mesmo. Uma das partes mais engraçadas é quando ele caçoa do próprio programa, dizendo que precisou "aguentar" três temporadas na televisão e mais a produção do filme para arranjar dinheiro.

    Pena que isso não é suficiente para prender a atenção do espectador até o final do filme. Infelizmente, a trama tropeça em muitas piadas sem graça, para não dizer sem sentido. Em mais de uma cena, é perceptível que os atores se preocupam demais em dizer algo engraçado, deixando algumas situações bem forçadas.

    Na história, Valdomiro Lacerda (Gustavo) é um cara que vive no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, mas que acaba perdendo tudo quando se envolve em um esquema de fraude. Sem dinheiro, ele se muda para o Méier, um bairro bem mais humilde, onde vai morar na pensão da Dona Jô (Catarina Abdalla).

    Depois de se enfiar em uma nova falcatrua, Valdo volta ao seu antigo apartamento de luxo e à sua vida dos sonhos. No entanto, ele não contava em ter que levar junto os seus "novos amigos", que precisam de um lugar para ficar enquanto a pensão passa por reformas. A partir daí, Terezinha (Cacau Protásio), Ferdinando (Marcus Majella) e companhia vão colocar a zona nobre carioca de cabeça para baixo.

    É verdade que uma das virtudes do filme é expandir o universo do programa, afinal, agora é possível ver o que acontece fora da pensão (na TV a história se passa somente na casa da Dona Jô), mas isso não compensa todos os problemas, principalmente os de roteiro.

    Cheio de falhas, o longa não sabe aproveitar bem os personagens que possui. Enquanto na série é possível alternar o destaque de cada um em episódios específicos, no longa a necessidade de criar subtramas para que eles tenham o seu grande momento é um tiro no pé, pois deixa a história com muitas informações desnecessárias e repetitivas.

    Entre erros e alguns acertos, Vai que Cola: O Filme se apresenta de maneira irregular, cujo brilho maior fica com Paulo Gustavo, principalmente por colocar nas suas falas um tom de deboche e crítico.