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    VELOZES E FURIOSOS 7

    Despedida de Paul Walker é animado filme de ação
    Por Daniel Reininger
    01/04/2015
    6/10

    VELOZES E FURIOSOS 7

    14
    Ação

    Velozes e Furiosos 7 poderia facilmente entrar para o gênero de filmes de super-heróis. A ação exagerada já fazia parte da série há algum tempo, deixando de lado o universo dos rachas e gangues para algo divertido e cheio de ação em missões arriscadas. Porém esse aspecto é levado a outro nível nessa produção, que abusa do impossível para divertir. O longa também marca a despedida de Paul Walker, morto em um acidente de carro em 2013, antes da finalização das filmagens, e apresenta momentos para emocionar, o que consegue graças à simpatia dos personagens que conhecemos tão bem.

    Mesmo lotado de clichês, o filme consegue proporcionar tudo que os amantes da franquia querem: humor, diversão e muita ação. A trama é simples. Deckard Shaw (Jason Statham) quer vingança contra Dom (Vin Diesel) e sua equipe e, para impedi-lo, precisam da ajuda de uma agência do governo que quer um favorzinho em troca. Simplório, mas eficiente para fazer a ação rolar solta. O melhor do roteiro é ver como o texto foi adaptado para, utilizando temas já presentes na franquia, justificar a aposentadoria de Brian O'Conner (Walker), sem ter que apelar para a morte do personagem, algo que não cairia bem depois da tragédia real.

    A participação de Walker no filme foi concluída por meio de dublês – incluindo seus irmãos Caleb e Cody – e a computação gráfica permitiu à equipe sobrepor digitalmente seu rosto nas cenas necessárias. Surpreendentemente, são poucas as sequência em que se percebe a falta do ator. Os efeitos visuais são muito bem feitos e o jogo de câmeras não só ajudam a disfarçar os dublês, como fazem belo trabalho para registrar perseguições e lutas, sempre de muito perto e com bom uso do 3D.

    Tecnicamente o filme é muito bem feito. Trilha sonora dá o clima, o ronco dos motores é potente e planos abertos capturam a beleza das localidades visitadas na produção enquanto closes tentam aprofundar o lado dramático. Carros e corpos desafiam as leis da física e os exageros não garantem só adrenalina, como também boas gargalhadas com as inventivas e irreais sequências.

    Além disso, toda a equipe parece mais unida do que nunca, voltada para o mesmo objetivo: proteger a família. Laços são firmados e até mesmo a relação de Dom e Letty (Michelle Rodriguez) ganha novos contornos. Dwayne Johnson aparece pouco, mas é exatamente o tipo de personagem que esta franquia precisa, com seu jeito fanfarrão e exagerado. Esperamos que Hobbs assuma um papel mais significativo em filmes futuros da franquias, se é que haverá novas sequências.

    Velozes e Furiosos 7 parece ter encontrado o tom que a franquia procurava há tempos. Deixou de ser sobre carros e passou a ser a história de super agentes internacionais sobre rodas. Claro que há problemas, como o fato de a história ter sido muito alongada, o que resulta num filme um pouco cansativo em certos momentos, ou o fato de o vilão sempre estar no lugar certo na hora certa para enfrentar os mocinhos, mesmo que não faça sentido. Entretanto, sentido nunca foi a palavra de ordem da franquia, cujo objetivo é ser entretenimento puro e simples e, isso, faz muito bem.