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VELOZES E FURIOSOS 7

(Fast & Furious 7)

2015 , 137 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 02/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James Wan

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Morgan, Gary Scott Thompson

    Produção: Neal H. Moritz, Vin Diesel

    Fotografia: Stephen F. Windon

    Trilha Sonora: Brian Tyler

    Estúdio: One Race Films, Original Film

    Montador: Christian Wagner, Leigh Folsom Boyd

    Distribuidora: Universal Pictures Brasil

    Elenco

    Ali Fazal, Anna Colwell, Brittney Alger, Claire Callaway, Djimon Hounsou, Dwayne Johnson, Euseph Messiah, Gal Gadot, Inder kumar, Janell Islas, Jason Statham, John Brotherton, John Cenatiempo, Johnny Strong, Jordana Brewster, Kurt Russell, Lil' Bow Wow, Lucas Black, Ludacris, Michael Jai White, Michelle Rodriguez, Micky Francis, Nathalie Emmanuel, Nathalie Kelley, Paul Walker, Roger Herrera, Roman Mitichyan, Ronda Rousey, Sara Sohn, Susan Santiago, Taylor McPherson, Tony Jaa, Tyrese Gibson, Viktor Hernandez, Vin Diesel

  • Crítica

    01/04/2015 16h33

    Por Daniel Reininger

    Velozes e Furiosos 7 poderia facilmente entrar para o gênero de filmes de super-heróis. A ação exagerada já fazia parte da série há algum tempo, deixando de lado o universo dos rachas e gangues para algo divertido e cheio de ação em missões arriscadas. Porém esse aspecto é levado a outro nível nessa produção, que abusa do impossível para divertir. O longa também marca a despedida de Paul Walker, morto em um acidente de carro em 2013, antes da finalização das filmagens, e apresenta momentos para emocionar, o que consegue graças à simpatia dos personagens que conhecemos tão bem.

    Mesmo lotado de clichês, o filme consegue proporcionar tudo que os amantes da franquia querem: humor, diversão e muita ação. A trama é simples. Deckard Shaw (Jason Statham) quer vingança contra Dom (Vin Diesel) e sua equipe e, para impedi-lo, precisam da ajuda de uma agência do governo que quer um favorzinho em troca. Simplório, mas eficiente para fazer a ação rolar solta. O melhor do roteiro é ver como o texto foi adaptado para, utilizando temas já presentes na franquia, justificar a aposentadoria de Brian O'Conner (Walker), sem ter que apelar para a morte do personagem, algo que não cairia bem depois da tragédia real.

    A participação de Walker no filme foi concluída por meio de dublês – incluindo seus irmãos Caleb e Cody – e a computação gráfica permitiu à equipe sobrepor digitalmente seu rosto nas cenas necessárias. Surpreendentemente, são poucas as sequência em que se percebe a falta do ator. Os efeitos visuais são muito bem feitos e o jogo de câmeras não só ajudam a disfarçar os dublês, como fazem belo trabalho para registrar perseguições e lutas, sempre de muito perto e com bom uso do 3D.

    Tecnicamente o filme é muito bem feito. Trilha sonora dá o clima, o ronco dos motores é potente e planos abertos capturam a beleza das localidades visitadas na produção enquanto closes tentam aprofundar o lado dramático. Carros e corpos desafiam as leis da física e os exageros não garantem só adrenalina, como também boas gargalhadas com as inventivas e irreais sequências.

    Além disso, toda a equipe parece mais unida do que nunca, voltada para o mesmo objetivo: proteger a família. Laços são firmados e até mesmo a relação de Dom e Letty (Michelle Rodriguez) ganha novos contornos. Dwayne Johnson aparece pouco, mas é exatamente o tipo de personagem que esta franquia precisa, com seu jeito fanfarrão e exagerado. Esperamos que Hobbs assuma um papel mais significativo em filmes futuros da franquias, se é que haverá novas sequências.

    Velozes e Furiosos 7 parece ter encontrado o tom que a franquia procurava há tempos. Deixou de ser sobre carros e passou a ser a história de super agentes internacionais sobre rodas. Claro que há problemas, como o fato de a história ter sido muito alongada, o que resulta num filme um pouco cansativo em certos momentos, ou o fato de o vilão sempre estar no lugar certo na hora certa para enfrentar os mocinhos, mesmo que não faça sentido. Entretanto, sentido nunca foi a palavra de ordem da franquia, cujo objetivo é ser entretenimento puro e simples e, isso, faz muito bem.



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