VELOZES E FURIOSOS 8

VELOZES E FURIOSOS 8

(The Fate of the Furious)

2017 , 136 MIN.

10 anos

Gênero: Ação

Estréia: 13/04/2017

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • F. Gary Gray

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Morgan

    Produção: Michael Fottrell, Neal H. Moritz, Vin Diesel

    Fotografia: Stephen F. Windon

    Trilha Sonora: Brian Tyler

    Estúdio: Original Film

    Montador: Christian Wagner, Paul Rubell

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Charlize Theron, Destiny Lopez, Don Omar, Dwayne Johnson, Eden Estrella, Elsa Pataky, Friday Chamberlain, Helen Mirren, Jason Statham, Jimmy Dempster, Kim Evans, Kristofer Hivju, Kurt Russell, Lucas Black, Ludacris, Luke Hawx, Marko Caka, Michelle Rodriguez, Nathalie Emmanuel, Scott Eastwood, Tyrese Gibson, Vin Diesel

  • Crítica

    10/04/2017 17h11

    Por Daniel Reininger

    Velozes E Furiosos 8 é exatamente o que você espera da franquia a essas alturas. Ação descontrolada, sem o mínimo compromisso com o realismo e momentos bastante divertidos em meio a roteiro raso e narrativa frenética.

    Qualquer série capaz de chegar ao oitavo filme enfrenta problemas para evitar a repetição e, de forma surpreendente, esse longa consegue trazer algumas coisas novas. A primeira grande novidade é a traição de Dom (Vin Diesel), que dá corda para a trama e coloca todo mundo em ação novamente. O lado bom é que a razão para essa mudança de lado até faz sentido e ajuda a humanizar o personagem, então tudo bem.

    Recrutado pela hacker Cipher (Charlize Theron), Dom precisa fazer algumas missões que o colocam contra o seu antigo grupo. Como encontrá-lo não é algo fácil, o Sr. Ninguém (Kurt Russell), obscuro comandante de uma agência secreta dos EUA, recruta um inesperado aliado: Deckard Shaw (Jason Statham), o vilão de Velozes E Furiosos 7 e assassino do simpático Han (Sung Kang) – fato que o grupo todo esquece rapidinho para o bem da evolução da trama.

    Essa adição inesperada não é o único furo do filme. A cena final no deserto gelado da Rússia é longa demais e se torna cansativa, até por ser o ápice do mais do mesmo pela maior parte do tempo. Se fosse mais ágil pelo menos não incomodaria, mas fato é que a monotonia toma conta, com exceção do momento em que Dwayne Johnson desvia um torpedo com a mão, impossível não dar risada do absurdo.

    Mas tudo isso não importa de verdade, são desculpas para as cenas de ação. Dessa vez, temos uma horda de carros zumbis (sério! E é a melhor coisa do filme), a perseguição envolvendo um submarino no gelo (quando o submarino resolve fazer algo, as coisas ficam interessantes), corridas com carros em chamas pelas ruas de grandes cidades (precisa falar algo mais?) – situações mostradas já nos trailers, mas que ainda queremos ver em uma tela de Imax.

    Claro que as atuações são caricatas, as frases de efeito constantes e o exagero faz parte até das cenas mais triviais, mas um destaque positivo é a presença de Charlize Theron. Embora sua personagem não tenha motivações claras, afinal dominar o mundo é muito genérico, sua presença sinistra ajuda muito e sua crueldade justifica alguns furos bizarros de roteiro. E a presença de Helen Mirren, apesar de pequena, é ótima.

    Para variar, Vin Diesel é o elo fraco ao se levar a sério demais o tempo todo – o único do elenco a fazer isso. E, como esperado, o personagem de Paul Walker não faz falta – afinal a franquia se tornou algo maior do que qualquer indivíduo.

    Velozes e Furiosos já foi sobre corridas de carro e submundo do crime, se tornou uma série de assaltos e operações secretas e, cada vez mais, segue o caminho dos filmes de super-heróis. Aqui, cada um possui seu super-poder (habilidade com tecnologia, superforça, capacidade de dirigir de forma quase sobrenatural, super resistência) e juntos criam momentos inacreditáveis para nos vender a ideia de que aqueles personagens são os únicos capazes de resolver as situações em que se metem.

    Se a franquia tem um mérito é a capacidade de se reinventar. Mesmo quando as coisas parecem ter chegado ao ápice ou ao fim, a série muda o foco, encara as coisas de forma diferente e inventa algum jeito de criar algum absurdo maior que o anterior. É diversão descompromissada do começo ao fim. Como entretenimento puro, cumpre muito bem sua obrigação e não é à toa que continua a atrair espectadores e terá, pelo menos, mais dois filmes nos próximos anos.



Deixe seu comentário
comments powered by Disqus