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    VELOZES E FURIOSOS: DESAFIO EM TÓQUIO

    Por Livia Brasil
    11/08/2006

    A vantagem de um filme como Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é que o público já sabe exatamente o que esperar. Portanto, assiste quem tiver interesse em carros. O terceiro filme da série foi dirigido por Justin Lin (Annápolis). O jovem cineasta manteve o ritmo vibrante e o glamour dos anteriores, mas, se retirarmos os automóveis envenenados e as competições clandestinas, não há como identificar uma seqüência nesta trilogia, nem mesmo uma linguagem visual similar. A começar pelo elenco, sem a presença de Paul Walker que atuou nos dois primeiros.

    O longa é protagonizado por Lucas Black (Cold Mountain e Tudo Pela Vitória) como Sean Boswell, um rebelde adolescente compulsivo por velocidade. Após mudar de várias cidades norte-americanas por se envolver em "rachas", vai para Tóquio morar com o pai militar, que tenta impor novas regras e impedir que vá parar em um reformatório. Sean bate de frente com a nova cultura, com a qual precisa se adaptar. Mas tudo fica mais fácil quando conhece o americano Twinkie (Bow Wow) que lhe apresenta o drift - disputa de carros que envolve velocidade e derrapagens em circuitos repletos de curvas - e Sean volta a se envolver em problemas. Em sua primeira corrida de drift, o adolescente perde para D.K. (Brian Tee), abreviação de Drift King, e destrói o carro de Han (Sung Kang). Ele terá de pagar a dívida, mas acaba encontrando um grande amigo que lhe ensina os truques da nova modalidade.

    Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é uma história adolescente, com personagens e problemas típicos da faixa etária, como a difícil adaptação em um novo colégio e, principalmente, uma nova cultura com códigos de honra diferenciados. O enredo é previsível, fraco e simples, utilizando fórmulas encontradas em todos os filmes voltados para o público mais jovem, como a presença da paixão impossível pela namorada do inimigo e a luta pela superação dos problemas no qual o mocinho sempre vence o mal. Seguindo a tradição da série, o elenco é recheado de rostinhos bonitos, mas só convencem dirigindo os carros de boca fechada.

    Tecnicamente, a fotografia do longa-metragem tenta encobrir os defeitos do roteiro, mas esqueça as simpáticas imagens computadorizadas que passeavam por dentro dos motores e inovaram nas edições anteriores. Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é um perfeito passatempo visual para os fãs do tuning - personalização de carros de acordo com o interesse do dono, prática bem evidente em Velozes e Furiosos -, principalmente em carros japoneses como Nissan. Difícil será agüentar o funk japonês do grupo Teriyaki Boys que faz parte da trilha sonora.

    Uma coisa não dá para negar: Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio faz você ter vontade de montar seu carro e acelerar por aí. Evidentemente, isso deve ficar só na vontade, pois os finais desses "rachas" ilegais não são tão felizes como acontece nos filmes. Vale sempre a pena lembrar que as cenas foram feitas por profissionais, com toda a segurança necessária.