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    VERONIKA DECIDE MORRER

    <p>A direção gélida de Emily Young torna a adaptação um desperdício</p>
    Por Celso Sabadin
    19/08/2009

    Havia uma certa expectativa em relação à primeira adaptação cinematográfica de uma obra do escritor brasileiro Paulo Coelho. Infelizmente, a frustração foi maior. Veronika Decide Morrer, que Larry Gross (roteirista de 48 Horas) e Roberta Hanley (praticamente estreante) roteirizaram a partir do livro homônimo, resulta frio e sem emoção.

    A Veronika do título é Sarah Michelle Gellar (a Daphne de Scooby-Doo), garota depressiva que ingere um punhado de comprimidos para tentar se suicidar. Não consegue. Ela vai parar numa clínica de reabilitação, onde recebe do médico (David Thewlis, o Remus Lupin de Harry Potter) a notícia que, mesmo “salva” por um tempo, a ingestão de pílulas foi tamanha que ela morrerá rapidamente. Provavelmente, em menos de um ano. Veronika, então, fica mais depressiva ainda: além de ser incompetente em sua tentativa de suicídio, agora ainda terá de esperar para conseguir seu objetivo.

    A direção gélida da inglesa Emily Young (Kiss of Life) distancia tela e público. A empatia com os personagens não acontece, além de ser muito, muito difícil comprar a ideia de que o casal protagonista – depressivo até a medula – passe a enxergar a vida cor de rosa literalmente da noite para o dia, após uma altamente improvável “descoberta” do amor.

    Não dá liga. Não há credibilidade. Porém, mesmo partindo do pressuposto que – vá lá - os mais românticos estariam dispostos a engolir a trama, o final do filme é um primor de anti-cinema: uma carta qualquer, vinda do nada, narrada em off, explica verbalmente tudo aquilo que a direção, cinematograficamente, não conseguiu mostrar. Um desperdício.