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    VIAGEM 2: A ILHA MISTERIOSA

    Filme trabalha cenas e situações em que o 3D faz o espectador se mexer na poltrona do cinema
    Por Edu Fernandes
    31/01/2012

    A primeira coisa que passa pela cabeça quando se toma conhecimento da existência de Viagem 2: A Ilha Misteriosa é uma pergunta: “Esse filme é uma sequência do quê?”. Pois bem, em 2008 a New Line Cinema apostava em produções em 3D e o primeiro produto a explorar esse tipo de projeção foi Viagem ao Centro da Terra – O Filme.

    Nesses quatro anos, tivemos o fenômeno Avatar e o 3D é usado a torto e direito pela indústria, muitas vezes apenas para arrancar mais dinheiro do povo com ingressos mais caros ou para tentar salvar filmes ruins. A ideia original da franquia era criar uma forma diferente de entretenimento nas salas de cinema, com uma atração que, por vezes, parece mais um brinquedo de parque de diversões do que cinema propriamente dito. Essa característica é o elo mais forte entre os dois filmes da série.

    Por outro lado, a história em si se distancia do antecessor. Apenas o jovem Sean (Josh Hutcherson, de Minhas Mães e Meu Pai) é mantido, todos os outros personagens são novidade. O tio que o levou a uma aventura subterrânea anos atrás tomou chá de sumiço e não há qualquer menção à sua existência. O objeto de obsessão da vez é A Ilha Misteriosa, outro livro de Júlio Verne.

    Sean capta uma mensagem codificada de rádio e descobre por ela que seu avô (Michael Caine, de A Origem) descobriu a tal ilha. O jovem está ávido para juntar-se a ele, mas terá de levar na viagem a Palau seu padrasto (Dwayne Johnson, de Velozes e Furiosos 5). Juntam-se ao grupo o piloto de helicóptero Gabato (Luis Guzmán, de O Sequestro do Metrô 123) e a filha dele Kailani (Vanessa Hudgens, de Sucker Punch), que será o interesse amoroso de Sean.

    Depois de um voo turbulento, todos chegam à ilha descrita por Verne. Nesse cenário exótico o filme abusa dos efeitos visuais para criar cenas e situações em que o 3D fará o espectador se mexer na poltrona do cinema. Com o foco no entretenimento estereoscópio, não sobra energia no roteiro para os diálogos, que têm falas óbvias e fracas.

    O lado bom é que o objetivo de diversão é alcançado e ainda traz princípios nobres. Em algumas cenas, os personagens encontram saídas para as enrascadas por causa do conhecimento que possuem sobre os livros de Júlio Verne – além de A Ilha do Tesouro (Robert Louis Stevenson) e As Viagens de Gulliver (Jonathan Swift). Portanto, Viagem 2 pode ter um efeito colateral muito interessante nos espectadores mais jovens, instigando-os a procurar as obras literárias as quais o filme faz referência. Quando o divertimento é aliado à busca de conhecimento, o programa está completo.