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    VIDA BANDIDA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    A produção custou US$ 80 milhões. Faturou somente a metade nas bilheterias norte-americanas. Que pena! Quem não viu Vida Bandida perdeu um show de interpretações num dos filmes mais deliciosamente cínicos do ano.

    A primeira cena mostra dois assaltantes e seus reféns no interior de um banco. Do lado de fora, policiais às pencas. Pelo jeito, tudo vai dar errado. Inicia-se um longo flash-back que vai explicar como e por que os criminosos Joe (Bruce Willis) e Terry (Billy Bob Thornton) chegaram até aquela situação limite.

    O genial roteiro de Harley Peyton (o mesmo de vários episódios do seriado de TV Twin Peaks) mistura com maestria boas doses de ação, romance, comédia e policial. O tempero predominante é o sarcasmo. Não faltam críticas à superficialidade da cultura americana - que adora idolatrar seus criminosos mais populares -, à mídia e às autoridades constituídas.

    Willis e Thornton, em papéis diametralmente opostos, esbanjam química e empatia. E Thornton, especificamente, tem mais uma grande oportunidade de exibir outra vez o seu lado camaleão, transformando-se a cada novo disfarce da dupla. Quase na metade do filme, a dona de casa frustrada Kate (Cate Blachett, de Elizabeth, num dos melhores momentos de sua carreira) entra em cena e personifica com muito bom humor o tédio e a falta de perspectivas de uma burguesia sem sentido. Tudo sob a direção sempre competente de Barry Levinson, o mesmo de Bom Dia Vietnã, Avalon, Rain Man e Bugsy, entre outros.

    O cinema não via criminosos tão carismáticos desde Butch Cassidy e Sundance Kid. Não perca.

    3 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br