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    VIVA A FRANÇA

    Longa mostra Segunda Guerra do ponto de vista dos franceses
    Por Iara Vasconcelos
    06/09/2016

    A Segunda Guerra Mundial é um dos períodos mais representados pelo cinema, entretanto, estamos acostumados a ver o ponto de vista dos nazistas ou os horrores do holocausto. Em Viva A França, o diretor Christian Carion preferiu explorar o impacto que a guerra teve nos 8 milhões de franceses, que tiveram que deixar para trás seus vilarejos depois de ficar sob a mira dos alemães.

    Em 2005, Carion já tinha abordado o encontro entre os soldados franceses e alemães nas trincheiras da Primeira Guerra em Feliz Natal, onde eles chegam até a compartilhar um momento de trégua para comemorar. Entretanto, isso não se repete na guerra seguinte. A relação entre os dois países era tão antagônica, que falar a alemão em solo francês era passível de morte.

    A trama acompanha o pequena Max e seu pai, Hans, que precisam fugir para a França por se opor ao regime de Hitler. Hans acaba sendo preso em Arras depois que sua verdadeira nacionalidade é descoberta, então, Max acaba sendo cuidado pelos moradores de um pequeno vilarejo ao Norte, que deixam seus lares para tentar escapar da invasão germânica.

    Hans consegue sair da cadeia e começa uma jornada para encontrar o filho. Para isso, se alia a um soldado escocês e o apresenta segredos do exército alemão, que eram desconhecidos pelos franceses até então, mostrando o total despreparo para enfrentar as tropas inimigas.

    Fugindo um pouco do local comum de filmes do gênero, o cineasta evita takes muito longos e sequências cheias de explosões e sangue – apesar de ainda estarem lá – e opta por um lado mais emocional. Ele também busca quebrar a dicotomia nós x eles e humaniza os soldados alemães, mostrando que eles também têm medos, esperanças e uma família em casa.

    Viva a França resolve não arriscar e, como resultado, acaba não surpreendendo. O filme carece de intensidade e realismo. Ao explorar a emotividade, o cineasta perde um pouco a mão, deixando o filme com tom de melodrama. No fim, fica uma sensação amarga de que Carion e seu bom elenco poderiam entregar um resultado final mais empolgante e com sangue nas veias.