cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    PARA O QUE DER E VIER

    Comediantes se reúnem em drama sobre amizade
    Por Edu Fernandes
    28/04/2015

    Quando se conhece o elenco de um filme, algumas expectativas são criadas. Por isso, ao se ver o cartaz de Para O Que Der e Vier, o público espera uma boa comédia. Contudo, o longa é um drama sobre amizade com toques existenciais que não funciona tão bem quanto o diretor Matthew Weiner, famoso por ter criado o seriado Mad Men, esperava.

    Tudo começa com a morte do pai de Ben (Zach Galifianakis, de Se Beber, Não Case!), o que força seu melhor amigo Steve (Owen Wilson, de Bater Ou Correr) a deixar de lado seu trabalho como apresentador de televisão para ir ao enterro. Em sua cidade natal, o novo órfão descobre que herdou todas as propriedades do finado, o que o coloca em crise.

    Quem não ficou satisfeito com a situação foi Terry (Amy Poehler), a irmã certinha de Ben. Ela esperava assumir os negócios da família e desconfia da pureza do amor da jovem viúva Angela (Laura Ramsey). A madrasta, Ben e Steve começam a conviver na casa do pai até que o herdeiro consiga tomar um rumo em sua vida.

    Para o que Der e Vier traz algumas piadas, principalmente em seu início, mas em quantidade aquém do desejado. O time de atores escalados renderia muito mais em um roteiro mais solto e sem tantas pretensões. O plano era conquistar o espectador com um começo engraçadinho para depois aprofundar-se em temas mais sérios, mas o tiro saiu pela culatra e o desfecho demora a chegar.

    É óbvio que comediantes são bem-vindos em filmes dramáticos e costumam se dar bem na mudança de gênero, mas esse filme carece de carisma. Cine Majestic (2001) e O Show De Truman - O Show Da Vida (1998), apenas para tomar Jim Carrey como exemplo, têm uma boa dose de comédia ou leveza no texto. Para o que Der e Vier não segue essa fórmula.

    Matthew Weiner leva para a tela grande a exploração psicológica dos personagens, tal qual executa na série. A duração menos de um roteiro de cinema não dá espaço suficiente para Weiner demonstrar seu talento narrativo.