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    VOVÔ SEM VERGONHA

    O vovô está no título, mas o melhor é o netinho
    Por Roberto Guerra
    25/11/2013

    Quem conhece Johnny Knoxville e sua turma sabe que tipo de humor esperar de Vovô sem Vergonha. Este novo longa-metragem da trupe Jackass tem um arremedo de roteiro tentando justificar os esquetes cômicos típicos do grupo, mas o indicado é não perder tempo tentando levá-lo a sério. A maioria dos acontecimentos não faz muito sentido e só serve mesmo para que o espectador tenha a impressão remota de estar vendo um filme e não um programa.

    Knoxville interpreta Irving, vovô de 86 anos que acaba de receber a notícia da morte da esposa. Para comemorar a liberdade, sai à procura de uma casa de massagem ou boate de strip-tease. Como ainda é dia, as encontra fechadas. Vai então a uma loja de conveniência, enfia seu pênis no coletor de moedas de uma máquina de refrigerante e fica preso. Trata-se de uma prótese de silicone que ele estica tentando se livrar da máquina para a agonia dos que passam.

    A situação não chega a ser engraçada tampouco justificável, assim como ocorre com muitas outras no filme. Sob o pretexto de levar o neto Billy para ir morar com o pai depois que sua filha o avisa que será presa, o vovô sem vergonha do título vai saltando de "pegadinha" em "pegadinha" até o final da trama – as pessoas participam das cenas sem saber que estão sendo filmadas. Algumas armações têm sua graça; a maioria, no entanto, não faz rir.

    Knoxville, que escreveu a história com a ajuda do diretor Jeff Tremaine e do produtor Spike Jonze, aproveita para fazer o que gosta em cena: aborda mulheres na rua com propostas indecentes, solta peidos, "defeca" na parede de um restaurante, bebe cerveja, dança num clube de strip com as "bolas" pra fora da cueca e por aí vai.

    O humor é requentado e muitas situações - em que se explora a boa vontade de pessoas solícitas, como a de uma assistente social que tenta mediar a negociação entre Irving e o pai de Billy - não levam ao riso e sim ao desconforto. O que salva esse filminho bem sem-vergonha é Jackson Nicoll, interprete de Billy.

    O garoto é ótimo e rouba o longa pra si. É responsável pelos momentos de fato engraçados, seja contando a desconhecidos que sua mãe é viciada em crack ou pedindo a homens na rua que o adotem como filho. Na melhor sequência do filme, se traveste de garota e participa de um concurso de beleza para meninas ao estilo Pequena Miss Sunshine.