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    FAMÍLIA DO BAGULHO

    Comédia diverte e não frusta espectador que busca o riso
    Por Roberto Guerra
    24/09/2013

    Quando esta comédia chega a seu fim e os créditos sobem - com direito a um apanhado de erros e brincadeiras durantes as gravações - seu objetivo foi alcançado. Família do Bagulho é um divertido passatempo tendo como protagonista uma família vivendo aventuras e desventuras ao longo de uma viagem.

    A diferença aqui é que a família não é de verdade e tampouco podemos chamar seu passeio de férias. Trata-se de um disfarce para trazer duas toneladas de maconha num motorhome do México para os Estados Unidos sem levantar suspeitas.

    O "pai" é David (Jason Sudeikis, de Passe Livre), pequeno traficante que se vê obrigado a fazer o papel de "mula" para pagar uma dívida com seu fornecedor, interpretado por Ed Helms (Se Beber, Não Case). Ele é um solitário sobre o qual ninguém iria se importar se desaparecesse da face da terra, como diz um amigo de faculdade que cruza seu caminho no início do filme.

    O colega quis fazer um elogio ao estilo de vida libertário do amigo, mas naquele momento David percebe que talvez esteja faltando algo em seus dias vazios em sem propósito. Ele precisa de uma família para mudar de vida, mas antes precisa de uma para manter-se vivo.

    Convoca então os vizinhos Rose (Jennifer Aniston) - que trabalha como stripper, não morre de amores por ele, mas aceita a proposta porque precisa de dinheiro - e Kenny, jovem tímido cuja mãe saiu para beber há duas semanas e não voltou. Completa a trupe a rebelde Casey, garota que fugiu de casa e colocou David involuntariamente em dívida com seu chefe.

    Os roteiristas fazem seu trabalho direitinho e criam diversas situações cômicas eficientes durante a viagem, que, como é de se esperar, vai aproximá-los. Todos, de certa forma, são solitários e estão com suas vidas viradas do avesso. Rose é despejada de seu apartamento. Kenny e Casey são basicamente órfãos. David leva uma vida errônea e sem grandes ambições.

    A grande sacada do roteiro é colocar esses personagens em situações nas quais têm comportamento bem diferente do esperado de uma família normal. Como quando David tenta convencer a "mãe" e depois o "filho" a prestar favores sexuais a um policial corrupto. Ou quando o "filho" aprende a beijar se revezando entre os lábios da "mãe" e da "irmã".

    O contrário também leva ao riso. Aos poucos um vínculo se estabelece entre eles e o comportamento familiar surge pela convivência. David se vê obrigado, por exemplo, a ter uma conversa sobre garotas com Kenny. Ele a "esposa" brigam com Casey porque a "filha" saiu para um encontro e não deu notícias.

    A história tem sua previsibilidade, mas compensa com momentos pontuais de originalidade e uma condução agradável. Divertido de se ver e hilário em muitos momentos, Família do Bagulho é uma comédia que certamente não vai frustrar o espectador que busca o riso livre de escatologia e piadas de mau gosto.