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    WOLF CREEK - VIAGEM AO INFERNO

    Por Livia Brasil
    22/05/2009

    Mais uma vez é lançado um filme de terror que não consegue fugir dos clichês que insistem em perseguir turistas adolescentes em suas viagens de férias. Wolf Creek - Viagem ao Inferno daria mais certo como documentário do que como filme de terror por ser baseado em famosos assassinos que chocaram a Austrália nas décadas de 80 e 90. A história é interessante e bem contada, as paisagens são maravilhosas, mas nada causa medo ou tensão. A produção australiana independente e de baixo orçamento é dirigida, escrita e produzida por Greg Mclean. Este é seu primeiro longa-metragem, após um currículo com vasta experiência em teatro, principalmente ópera.

    Wolf Creek - Viagem ao Inferno conta a história de três mochileiros em uma viagem pela Austrália. Liz Hunter (Cassandra Magrath) e Kristy Earl (Kestie Morassi) são duas jovens inglesas que se preparam para uma longa viagem ao lado de Ben Mitchell (Nathan Phillips), um australiano obcecado por óvnis. O destino do jovem trio é o Parque Nacional Wolf Creek. Para chegar lá, pretendem cruzar o país para ver a segunda maior cratera do mundo criada por um meteoro, que, segundo Ben, possui ligações com extraterrestres. Na hora de irem embora, percebem que seus relógios pararam e o carro também não funciona. Eles decidem ficar no carro e esperar o dia amanhecer. Um guincho aparece para ajudá-los e, o mais incrível, de graça.

    O motorista do guincho é Mick Taylor (John Jarratt), um típico australiano do interior - não espere por um estereótipo de Crocodilo Dundee. Um homem bronco, mas muito prestativo e bem-humorado que acaba servindo de gozação entre os jovens. Ele os ajuda a sair do parque, levando-os até seu acampamento. Quando os mochileiros acordam, o terror começa. O assassino não usa as convencionais máscaras de serial killers, mas você logo descobre quem ele é. Afinal, não há nenhum mistério em torno do psicopata.

    Se você procura por cenas de sangue, mortes terríveis e criativamente planejadas, como as de Jogos Mortais, esqueça Wolf Creek - Viagem ao Inferno. Claro que nem todos os filmes do gênero precisam ter sangue para serem bons, assim como o recente A Chave Mestra ou o lucrativo A Bruxa de Blair. Ambos conseguem atingir o chamado "terror psicológico" sem sangue, mas com muita tensão e, conseqüentemente, muitos sustos de tremer as pernas. Porém, Wolf Creek - Viagem ao Inferno não consegue alcançar um nível denso e tenebroso que causa pânico no espectador. No quesito terror, ele é muito fraco. Definitivamente, não aterroriza ninguém.

    Apesar da fotografia criar algumas seqüências belíssimas de imagens, como se fosse um documentário, Wolf Creek - Viagem ao Inferno é uma propaganda negativa da Austrália, um país com lugares lindos para se visitar, mas onde turistas morrem e desaparecem no meio das estradas. O fato de ser baseado em fatos reais cria uma curiosidade mórbida que prende o espectador. Fora isso, nada mais é capaz de segurá-lo na poltrona do cinema.