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    X-MEN: O CONFRONTO FINAL

    Por Celso Sabadin
    26/05/2006

    Novamente está provado: não é necessário nivelar por baixo para fazer um grande filmão estilo comercial. X-Men: O Confronto Final é um dos grandes arrasa-quarteirões da temporada, vem cercado de muita expectativa e é puramente comercial. Nem por isso faz o seu público de tolo. Pelo contrário.
    Temia-se que a saída do diretor Brian Singer do projeto (que havia comandado com sucesso os dois primeiros episódios) pudesse baixar a bola do filme, o que acabou não acontecendo. Bratt Ratner, o novo diretor, carregou para X-Men: O Confronto Final toda a experiência que acumulou com dois primeiros A Hora do Rush e o resultado agrada. Além disso, o roteiro deste terceiro capítulo também mantém o bom nível dos anteriores. Ele é de responsabilidade de Simon Kimberg (roteirista de Sr. e Sra. Smith e Triplo X) e Zak Penn, que havia colaborado no argumento de X-Men 2 e roteirizado Elektra.

    X-Men: O Confronto Final mostra a extrema reação de mutantes e não-mutantes quando o governo dos EUA anuncia que encontrou a "cura" para o código genético "X". Ou seja, a partir de agora, os mutantes já podem ser "curados" de suas mutações. O simples anúncio da nova droga coloca todos em polvorosa: ser mutante, então, seria uma "doença"? Nunca foi segredo para ninguém que a condição de mutante, nos quadrinhos da Marvel, é uma simbologia para os "diferenciais" - positivos e negativos - que o adolescente enfrenta na entrada para o mundo adulto. Inclusive, as cenas iniciais deste terceiro episódio reforçam bem este conceito. Espinhas, mudanças de vozes, jeitão desengonçado (asas?), enfim os "terríveis fantasmas" pré-adolescentes. Por extensão, ser mutante é ser diferente da maioria. Ao anunciar uma "cura", o governo norte-americano incorre num grave erro de julgamento preconceituoso. O próximo passo então seria "curar" o homossexualismo, a hispanidade e a cor negra? Não seria de se estranhar, num país comandado por um presidente que manda construir um muro gigantesco na fronteira com o México. Não por acaso, a certa altura do filme Tempestade (Halle Berry) diz: "Vivemos épocas de trevas e de medo". Esta parte não é ficção.

    Instala-se, então, uma poderosa guerra entre os Mutantes do "bem", comandados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart), e os do "mal", capitaneados por Magneto (Ian McKellen). Não bastasse a gigantesca confusão, emerge das profundezas da morte a bela Dra. Jean (Famke Janssen, lindíssima), que havia "morrido" no filme anterior. O circo está armado. E Bratt Ratner comanda tudo com firmeza e talento. X-Men: O Confronto Final alia um roteiro vibrante - repleto de crítica social e ótimos diálogos (sim, o humor continua em alta) - a cenas de ação de prender nas poltronas tanto os fãs como os não-fãs da franquia. O que mais pode se esperar de um arrasa-quarteirão?

    Um último detalhe: só não acredite no subtítulo "O Confronto Final". Tenha um pouco de paciência, veja os créditos até o finalzinho e saiba por quê.