X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

(X-Men: First Class)

2011 , 132 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 03/06/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Matthew Vaughn

    Equipe técnica

    Roteiro: Ashley Miller, Bryan Singer, Jane Goldman, Matthew Vaughn, Sheldon Turner, Zack Stentz

    Produção: Bryan Singer, Gregory Goodman, Lauren Shuler-Donner, Simon Kinberg

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Henry Jackman

    Estúdio: Bad Hat Harry Productions, Donners' Company, Marv Films, Marvel Enterprises, Marvel Studios, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alex Gonzalez, Andrei Zayats, Annabelle Wallis, Arthur Darbinyan, Beth Goddard, Bill Milner, Brendan Fehr, Caleb Landry Jones, Carlos Besse Peres, Corey Johnson, David Agranov, David Crow, David Joseph Martinez, Demetri Goritsas, Don Creech, Edi Gathegi, Éva Magyar, Gene Farber, Georg Nikoloff, Glenn Morshower, Greg Kolpakchi, Greg Savage, Gregory Cox, James Faulkner, James McAvoy, James Remar, January Jones, Jarid Faubel, Jason Beghe, Jason Flemyng, Jennifer Lawrence, Josh Cohen, Juan Herrera, Katrine De Candole, Kevin Bacon, Kieran Patrick Campbell, Laurence Belcher, Leonard Redlich, Lucas Till, Ludger Pistor, Matt Craven, Michael Fassbender, Michael Ironside, Michael Medeiros, Morgan Lily, Neil Fingleton, Nicholas Hoult, Olek Krupa, Oliver Platt, Peter Stark, Rade Serbedzija, Randall Batinkoff, Ray Wise, Rose Byrne, Sasha Pieterse, Sean Brown, Tony Curran, Venya Manzyuk, Wilfried Hochholdinger, Yuri Naumkin, Zoë Kravitz

  • Crítica

    31/05/2011 14h20

    Franquia que se preza deve explorar todas as possibilidades. Veja os filmes de terror por exemplo: depois de oito, dez ou doze contiunações, eles voltam à estaca zero e começam a contar a história toda outra vez, como se nada tivesse acontecido. Cinema de franquia é, acima de tudo, indústria, setor regido pela filosofia do lucro a qualquer preço. Não tem linha baby dos personagens Disney? Não tem a Turma da Mônica adolescente? Por que não? Se der lucro...

    Outra fonte de inspiração das franquias é abordar as origens dos nossos já conhecidos personagens. Sucesso em, por exemplo, Star Trek, a estratégia volta com força total em X-Men: Primeira Classe. A ideia agora é contar como tudo começou, principalmente quando o brilhante estudante Charles Xavier (James MacAvoy, eficiente) conheceu o perturbado e vingativo Erik Lehnsherr (Michael Fassbender, um pouco canastra), muito antes deles serem os famosos Professor Xavier e Magneto.

    Curiosa e inteligentemente, a maior parte da ação do novo filme se desenrola no início dos anos 60, não por acaso, a mesma época que Stan Lee e Jack Kirby estrearam seus personagens, publicados pela primeira vez em setembro de 1963. É o auge da Guerra Fria. Com seus mísseis à flor da pele, Estados Unidos e União Soviética podem a qualquer momento dar início a uma Terceira Guerra Mundial que teria efeitos devastadores. Esta parte é real, e talvez o espectador médio tenha um pouco de dificuldade em compreendê-la integralmente, sem algum tipo de explicação histórica prévia. Neste cenário, o ex-oficial nazista Sebastian Shaw (Kevin Bacon), ele próprio um mutante, usa seus poderes para influenciar os líderes mundiais a dar o quanto antes o pontapé inicial neste conflito que, segundo ele, liberaria ainda mais energia atômica e daria ainda mais poderes aos mutantes. Esta parte é ficção. Para combater Sebastian, a CIA e o jovem estudante Charles Xavier, passam a arregimentar e treinar o maior número possível de mutantes dispostos a lutar pela manutenção da Paz. Inevitavelmente, neste quesito o filme assume uma posição maniqueísta, como eram, afinal, as posições da sociedade que naquele momento se dividiam entre russos e americanos.

    Mas sob grande caos mundial escondem-se também pequenos dramas pessoais. Afinal, os mutantes são adolescentes inexperientes, como todos, inseguros em seus relacionamentos, insatisfeitos consigo mesmos, despreparados para seus futuros. E é neste ponto que o filme abandona o maniqueísmo inicial e cresce como dramaturgia. Este típico e natural desequilíbrio dos heróis adolescentes, criados para um público igualmente jovem, é um dos principais trunfos de Lee e Kirby que, obviamente, não poderia ser abandonado no filme. E não é. É ele que dá a liga necessária à trama, e que garante o sucesso da franquia, solidificando a identidade tela/plateia.

    Por outro lado, quem não está nem aí para a dramaturgia e só entra no cinema para ver explosões também sairá da sessão recompensado. O filme, principalmente em suas cenas finais, traz grandes batalhas, gigantescos momentos bélicos e uma profusão de efeitos digitais para blockbuster nenhum botar defeito. E não os esconde sob cenas noturnas, como muitos fazem, escancarando-os à luz do dia e mostrando sem rodeios o estágio atual dos efeitos visuais.

    Assim, o filme acaba se mostrando eficiente sob diversos pontos de vista, tanto para quem busca o simples e puro entretenimento, tanto como para quem não se furta a mergulhar na brincadeira com um pouco mais de profundidade. E tudo isso respeitando a aura dos personagens originais.

    Claro, fica tudo armado para mais uma milionária continuação. Afinal, franquia que se preza deve explorar todas as possibilidades.

    Só fiquei com uma dúvida: a tradução mais apropriada para este recomeço não seria “Primeira Aula” no lugar de “Primeira Classe”? Algum professor de inglês me ajuda?



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