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    XUXA E OS DUENDES

    Por Celso Sabadin
    14/12/2001

    A proposta é clara: Xuxa quer preencher a lacuna deixada pelos filmes dos Trapalhões. E tem tudo para conseguir seu objetivo. Tem apelo popular, carisma junto às crianças e, principalmente, toda a máquina publicitária da Rede Globo. A apresentadora, porém, não passa nem perto da simpatia e da alegria de Renato Aragão, verdadeiro ícone infantil que - sabiamente - sempre se recusou a fazer de seu nome um mero instrumento de merchandising, ao contrário da chamada “rainha dos baixinhos”.

    Mas como talento raramente é sinônimo de sucesso, é líqüido e certo que Xuxa e os Duendes também será um grande campeão de bilheteria, a exemplo dos anteriores Xuxa Requebra e Popstar.

    Agora, a história se passa numa floresta, onde a aldeia dos duendes está em festa, comemorando a iniciação do Príncipe Damiz (Leonardo Cordonis). Mika (Emiliano Queiroz), o Rei, e Zinga (Ana Maria Braga), a Rainha, estão felizes, mas esta alegria é subitamente interrompida pelo seqüestro do Príncipe pelo terrível Troll, inimigo dos duendes.

    Damiz é levado para o mundo dos humanos e preso na parede de Nanda (Debby), uma garota, amiga de Kira (Xuxa), uma botânica que cuida das plantas em sua estufa com a ajuda de seus assistentes Alface (Tadeu Mello) e Tomate (Lúcia Huck). Kira não consegue se lembrar de seu passado nem de como aprendeu algumas habilidades diferentes, como falar com as plantas e ser compreendida por elas, fazer espirrar, prever a mudança do tempo.

    Com o desaparecimento de Damiz, o mundo dos elementais corre perigo e apenas Kira poderá salvá-lo.

    Não há dúvida que o argumento é bem superior aos filmes anteriores de Xuxa (que, na verdade, sequer apresentavam qualquer tipo de argumento), mas fica impossível levar a sério um filme que traz em seu “elenco” nomes como Wanessa Camargo, Luciano Huck, Gugu Libertado ou Ana Maria Braga. O filme serve apenas como um pretexto para o desfile de personalidades que interessam aos seus produtores. E, claro, como um eficiente caça-níqueis.

    12 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br