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    ZÉ COLMEIA - O FILME

    Nova versão do personagem mantém elementos tradicionais, mas peca por história fraca<br />
    Por Celso Sabadin
    19/01/2011

    A Warner foi buscar no desenho animado Zé Colmeia, produzido pela Hanna Barbera a partir de 1961, inspiração para o seu mais recente longa metragem infantil: Zé Colmeia, o Filme. E apesar do personagem ter maior reconhecimento junto ao público que hoje é adulto (exatamente os que curtiam os antigos desenhos da TV), este novo longa claramente se destina ao pequenos.

    Bastante ingênua, a história mostra o urso guloso Zé Colmeia e seu fiel escudeiro Catatau tentando ajudar o Guarda Smith (Tom Cavanagh) a salvar o Parque Jellystone de um prefeito ganancioso que quer transformar o belo lugar num empreendimento comercial. Nada que já não tenha sido mostrado inúmeras vezes antes na Sessão da Tarde. O diferencial fica por conta de Zé e Catatau, convincentemente gerados por computador, e com uma boa interação com as imagens gravadas de forma convencional. Tanto que a cena que mais compromete neste sentido não tem a ver com a junção do live-action com a animação: trata-se do momento em que todos despencam da cachoeira, onde tudo ficou muito artificial.

    Porém, a química funciona e os personagens têm ritmo e humor suficientes para agradar a garotada. O mesmo já não se pode dizer do público adulto que acompanhará as crianças. Estes ficarão por 80 minutos reféns de uma historinha rasa demais para segurar a atenção.

    A boa notícia para os antigos fãs é que todos os principais elementos do velho desenho estão no filme: o parque, o guarda, as trapalhadas e, claro, a incessante luta pelas cestas de piquenique. Foi muito positivo os roteiristas terem mantido o personagem título como de fato ele sempre foi, ou seja, um ladrão guloso e egoísta.

    Nestes tempos insuportavelmente “politicamente corretos”, cheguei a temer que alguém tivesse a infeliz ideia de “reabilitar” Zé Colmeia, tornando-o um herói ou coisa parecida, com medo que ele transmitisse “mensagens erradas” para as crianças. Afinal, até a obra de Monteiro Lobato passou recentemente por uma patrulha dessas. Felizmente isso não aconteceu no filme.

    A dica é: deixe seus filhos verem o filme, mas não vá. Peça para o seu cunhado pentelho levar as crianças para você.