ZOHAN - O AGENTE BOM DE CORTE

ZOHAN - O AGENTE BOM DE CORTE

(You Don't Mess with the Zohan)

2008 , 113 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 15/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dennis Dugan

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Sandler, Judd Apatow, Robert Smigel

    Produção: Adam Sandler, Jack Giarraputo, Kevin Grady

    Fotografia: Michael Barrett

    Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams

    Estúdio: Columbia Pictures, FortyFour Studios, Happy Madison Productions, Relativity Media

    Montador: Tom Costain

    Elenco

    Adam Sandler, Barry Livingston, Charlotte Rae, Chris Rock, Daniel Browning Smith, Daoud Heidami, Dave Matthews, Dina Doron, Emmanuelle Chriqui, Henry Winkler, Ido Mosseri, John Farley, John Turturro, Kevin Nealon, Lainie Kazan, Mariah Carey, Michael Buffer, Nick Swardson, Rob Schneider, Robert Smigel, Sayed Badreya, Shelley Berman

  • Crítica

    15/08/2008 00h00

    Existem algumas boas e divertidas idéias na comédia Zohan - O Agente Bom de Corte. Entre elas, a de um serviço de atendimento telefônico do grupo radical Hezbollah que providencia o armamento necessário a qualquer um que se proponha a realizar um atentado. Algo do tipo: "Para bombas e explosivos, tecle 2". Também é cheio de sarcasmo o conceito de que um empresário americano promove a discórdia entre os árabes e os judeus de um bairro nova-iorquino para que se destruam, abrindo espaço assim para a construção de um moderno shopping center. Não é exatamente a política do governo atual dos EUA?

    O grande problema, porém, é que estas e algumas outras boas idéias estão diluídas num filme grosseiro, de humor chulo e rasteiro, de um estilo que faz Zorra Total parecer Shakespeare. Zohan - O Agente Bom de Corte sofre do profundo complexo de baixaria que assola alguns dos filmes estrelados por Adam Sandler.

    O roteiro é do próprio Sandler, em parceria com Robert Smigel (escritor de vários episódios do programa de TV Saturday Night Live) e Judd Apatow (roteirista, entre outros, de O Virgem de 40 Anos). A idéia, a princípio, seria até simpática. Cansado dos intermináveis conflitos entre árabes e judeus, o super-agente do exército israelense Zohan Dvir (Sandler) foge de seu país para tentar realizar seu grande sonho em Nova York: tornar-se um cabeleireiro famoso. Claro que, lá chegando, ele logo vai perceber que a vida de imigrante não é nada fácil.

    Todas as críticas que o filme faz contra a inutilidade das guerras, todas as piadas étnicas (algumas certamente locais demais para o público brasileiro) que o roteiro constrói para validar a riqueza da diversidade cultural e toda a mensagem pacifista destilada no final vai por água (ou esgoto?) abaixo numa enxurrada de escatologia e falta de sutilezas de revirar o estômago de qualquer espectador de gosto, no mínimo, razoável. Perde-se uma boa chance de transformar o conflito entre árabes e judeus na boa comédia que o tema mereceria.

    No elenco, participações de John Turturro, Rob Schneider (provavelmente o pior ator cômico da nossa era), Henry Winkler, Chris Rock (numa rápida aparição como motorista de táxi) e até de Mariah Carrey, interpretando si própria.



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