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    ZOOLANDER 2

    Sequência se mantém fiel ao humor e estilo do filme original
    Por Edu Fernandes
    02/03/2016

    Quando são consideradas suas jornadas perante o público, Derek Zoolander (Ben Stiller, de Uma Noite No Museu 3 - O Segredo Da Tumba) pode ser comparado a Ron Burgundy. Assim como o jornalista que protagoniza O Âncora (2004) e Tudo Por Um Furo (2013), o super-modelo com dificuldades para virar à esquerda e entender polissílabos estrelou Zoolander (2001), com sucesso limitado na época. Com o passar dos anos, a produção ganhou ares cult e sua sequência é encarada como um grande evento cinematográfico.

    Tudo começa quando uma série de assassinatos vitimiza celebridades. Em comum, todos eles postam nas redes sociais fotos suas com um olhar marcante, poucos momentos antes de morrer. A agente secreta Valentina Valência (Penélope Cruz, de O Conselheiro Do Crime) percebe que essa ligação entre os crimes é uma missão para Derek Zoolander, mas agora seu destino é desconhecido.

    Depois do final feliz do filme anterior, a esposa de Derek (Christine Taylor, de A Primeira Vez) morre no desmoronamento do instituto por ele criado. Na tragédia, Hansel (Owen Wilson, de Horas De Desespero) teve o rosto transfigurado. Logo em seguida, o protagonista perde a guarda do filho e a soma dos desastras faz Zoolander decretar sua aposentadoria para isolar-se do mundo.

    Em sua cabana em Nova Jersey, Derek recebe o convite de Alexanya Atoz (Kristen Wiig, de Perdido Em Marte) para participar de um desfile. Ele aceita o trabalho na intenção de voltar a ser produtivo, o que alimenta sua esperança de conviver novamente com seu filho. Logo se percebe que o retorno de Zoolander às passarelas está ligado com as mortes de celebridades.

    Como se espera de qualquer sequência, Zoolander 2 certamente é maior que seu antecessor, mas mantém-se fiel às suas origens. A chacota com os exageros do mundo fashion pauta muitas das piadas, como a apresentação de Tudo ( Benedict Cumberbatch, de Aliança Do Crime), modelo andrógeno sem gênero específico. Nessa toada, concede-se liberdade total para os figurinos testarem os limites do ridículo. Roupas esdrúxulas são a tendência nas cenas do filme.

    As bizarrices narrativas continuam no roteiro – vale lembrar que em Zoolander, uma estrela ninja é bloqueada em pleno ar com o poder de um olhar. As participações especiais são mais um atrativo que foi mantido.

    Com essa proposta, a produção seguramente agradará seus fãs, agora em número muito maior do que quinze anos atrás. Por outro lado, quem torceu o nariz para a receita de humor que transborda personalidade própria não será convertido por Zoolander 2. Entretanto, esse nunca foi o objetivo do longa.