Entrevista: Jai Courtney, o Bumerangue de Esquadrão Suicida, fala sobre filme

Ator falou do personagem e da produção

01/08/2016 16h23

Por Daniel Reininger

Esquadrão Suicida reúne os mais perigosos supervilões da DC para enfrentarem uma missão arriscada a fim de derrotar um oponente misterioso. O longa estreia em 4 de agosto e é baseado na HQ Legends nº 3, de 1986. No cinema, a Força Tarefa X mistura personagens populares, como Arlequina, e membros clássicos do Esquadrão, como Pistoleiro e Capitão Bumerangue. E foi exatamente com esse último, interpretado por Jai Courtney, que conversamos.

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Antes de seguir adiante, você precisa saber que Capitão Bumerangue é um australiano mau, calculista e impiedoso, que adora usar bumerangues afiados, incendiários e eletrificados. Sua atitude debochada e pavio curto são suas marcas registradas.

Confira a entrevista:

Qual foi sua reação quando David Ayer procurou você pela primeira vez para falar sobre este projeto? Você tinha alguma familiaridade com a DC Comics?

JAI COURTNEY: Não tinha familiaridade com quadrinhos, mas eu realmente queria trabalhar com David e essa foi a principal razão para ter aceitado o papel. Ouvi sobre o projeto pouco antes dele me ligar e foi realmente surpreendente quando recebi o telefonema, porque, na época, estava focado em trabalhar em filmes menores e tinha uma ideia clara dos tipos de personagem que faria.

Não achava que algo assim seria meu próximo passo, mas, obviamente, não sabia nada sobre Bumerangue. Não havia nem roteiro, mas me pareceu uma oportunidade excitante. Eu realmente confiei na visão de David.

Além disso, eu não pude resistir à oportunidade de interpretar um australiano do Universo DC e teria ficado de coração partido se o papel fosse para outro australiano. Nesse sentido, sou grato pela oportunidade que David me deu. Não sabia no que estava me metendo, mas estou feliz por ele ter apostado em mim, porque tem sido uma das experiências mais incríveis da minha curta carreira como ator.


Como David ajudou você a criar esse personagem?

JAI COURTNEY: Começamos a moldar meu personagem muito cedo, meses antes de começarem os ensaios. Todos tiveram que treinar para seus papéis desde muito cedo. Houve um instrutor de artes marciais, que nos ajudou a entrar no clima. Nós não entrávamos em detalhes sobre as cenas, mas entendíamos desde cedo a energia do filme.

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Não havia roteiro por boa parte do processo, mas David e eu conversávamos sobre o personagem. Ele me disse: 'Olha, eu quero que você encontre o seu babaca interior; saia e crie tantos problemas quanto puder sem ser preso' [risos]. Eu apenas disse: 'Tudo bem'. David gosta de fazer esse tipo de coisa - ele dá um leve empurrão em uma direção, mas sem se colocar numa posição na qual ele seja responsável por suas ações [risos] - apenas dá esse empurrão e você precisa entender do que ele está falando.


Então ele não será culpado se você acabar no tribunal.

JAI COURTNEY: Exatamente [risos]. Obviamente me diverti com isso tudo. Não faria algo para ser preso, mas foi legal entender o tipo de homem que eu estava interpretando apenas por essa conversa.

Capitão Bumerangue


   
Todos os atores passaram a ter essa grande amizade durante as filmagens. Como era no set?

JAI COURTNEY: Nós somos amigos, em primeiro lugar. Esse, obviamente, não era o caso antes de começarmos a trabalhar juntos, mas se tornou nossa realidade. Todo mundo tem senso de humor, ninguém se leva a sério demais, temos idades próximas e as mesmas perspectivas. Tudo isso ajudou no nosso trabalho.

Nós nos divertimos muito fazendo esse longa e o filme em si imortaliza essa diversão de alguma forma. Tivemos experiências memoráveis e por isso estamos animados com a possibilidade de fazermos outro Esquadrão Suicida juntos. A chance de voltar a trabalhar com essas pessoas é, para mim, a coisa mais empolgante de ter feito esse longa.


E como foram as cinco semanas de ensaios intensivos antes das filmagens?

JAI COURTNEY: Fantásticas! Essa foi uma oportunidade única. Foi quando mergulhamos no material e começamos realmente a entender o que estávamos criando. David escreveu um grande roteiro, mas durante esse período ele servia mais como um modelo, porque estávamos em um quarto, juntos, todos os dias durante um mês, improvisando sobre os mais variados assuntos para, coletivamente, criarmos o melhor material possível.

Para David, quanto mais tempo ele tiver com o elenco antes da produção, melhor é. No final eu entendi o motivo. Com uma produção desse tamanho, você se compromete com algo que está bem estabelecido e também experimenta certas coisas. Quando você une isso ao processo de ensaios, treinamento, armas, lutas, testes de figurino, havia muita coisa acontecendo durante a pré-produção. E uma vez que nós começamos, não poderíamos voltar atrás, então foi um período realmente valioso.


Você tem uma cena favorita ou teve algum momento memorável durante a produção para nos contar?

JAI COURTNEY: É meio difícil escolher um momento específico, mas há uma cena fantástica num bar que adorei. Eu amei o fato de um filme repleto de ação, como este, ter espaço para questões emocionais que poderíamos explorar. Essa cena é a única chance de alguns personagens explorarem melhor esse outro lado - Bumerangue é um deles - e achei isso muito legal.

É parte da autenticidade que David procura em todos os seus personagens - ele gosta de encontrar o coração dentro de cada um - estou feliz que o filme se manteve fiel a isso.

Fique ligado para nossa crítica que sai dia 02 de agosto, terça-feira e reveja o trailer de Esquadrão Suicida: