Tomb Raider - A Origem: "Nós fizemos o longa para todos", diz diretor em entrevista

O filme já está em cartaz no Brasil

16/03/2018 15h00

Por Daniel Reininger

Tomb Raider - A Origem finalmente chegou aos cinemas com uma visão diferente de Lara Croft (Alicia Vikander), mais próxima dos jogos lançados depois de 2013, que mostram uma personagem mais jovem, ainda no início de carreira. Para saber um pouco mais sobre o longa, conversamos com o diretor Roar Uthaug, conhecido por dirigir A Onda, de 2015. Confira o bate-papo:

Fale um pouco sobre a criação da nova Lara Croft?

ROAR UTHAUG: Quando encontramos Lara, ela trabalha como entregadora em Londres e está tentando encontrar o melhor caminho para viver. Seu pai, Richard, está desaparecido há sete anos, o que pesa muito na vida de Lara. Ela está empurrando com a barriga essa parte da vida dela, não querendo ser parte do legado de Croft, porque isso significaria aceitar que ele se foi. Em meio a uma espiral descendente, ela começa a descobrir o que aconteceu com ele e descobre que havia muito mais segredos na vida de Richard do que ela imaginava. E é isso que a impulsiona nessa sua primeira jornada. A ideia era conectar com as audiências mais jovens e explorar essa faceta interessante de Lara, como heroína iniciante, mas badass.

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Dominic West, que vive o pai de Lara, Daniel Wu, o Lu Ren, e Walton Goggins, como Mathias são cruciais para a trama, como foi o trabalho com eles?

ROAR UTHAUG: Dominic traz um calor humano bastante importante para o personagem, que está dividido entre o que ele sente que deve fazer e o amor por sua filha. Dominic retrata isso de uma forma muito emotiva e encantadora e trabalhar com ele é inspirador.

Daniel vive esse pescador forte de Hong Kong, mas que está por baixo no momento. Ele capitaneia um barco enferrujado e quando encontramos Lu Ren, ele parece meio despreocupado, mas depois de conhecê-lo, descobrimos que há muita profundidade em seu personagem e Daniel incorpora esses elementos muito bem.

Walton é divertido e energético e anima o set. Ele tem uma ótima presença na frente da câmera e faz um vilão perigoso. Nós discutimos a criação deste antagonista, que não é simplesmente o cara mau tradicional com um esquema para destruir o mundo. Mathias é um homem com uma missão e ele é o herói de sua própria história. Mathias tem camadas, que Walton trouxe para o personagem. Ele pode ser muito intimidante na tela, embora seja superdivertido fora dela.

Qual seu momento favorito do longa?

ROAR UTHAUG: Há uma sequência em que Lara cai num rio e só para quando encontra um bombardeiro japonês da Segunda Guerra Mundial todo enferrujado à beira de uma cachoeira. Nós filmamos parte dessa sequência em uma instalação de rafting perto de Londres. Lembro de segurar minha respiração enquanto Alicia Vikander, cujas mãos estavam literalmente amarradas, estava descendo essas corredeiras. Sua dedicação realmente valeu a pena naquela cena e em tantos outros momentos. Foi incrível.

Como acha que os espectadores vão receber esse reboot?

ROAR UTHAUG: Este é um filme autônomo, afinal é a história de origem de Lara Croft. Nós fizemos o longa para todos, então você não precisa conhecer o jogo para curtir. Com certeza os espectadores vão adorar a ação que se desenrola de maneira autêntica. E também há uma poderosa humanidade no coração do filme. Dito isto, os fãs do jogo vão gostar de ver alguns "easter eggs" especiais que colocamos ao longo de todo o filme.

O Filme já está em cartaz no Brasil. Leia nossa crítica e veja o trailer abaixo:

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