1917: Confira filmes que apostaram em planos-sequência ousados

Se você gosta de analisar a parte técnica de edição, essa lista é para você

14/09/2020 14h20

Por Thamires Viana

Um dos marcos técnicos de 2020 foi 1917, filme do diretor Sam Mendes (007 - Operação Skyfall). Com 1h59 de duração, o cineasta inseriu uma inteligente edição para dar ao longa ares de um plano-sequência de tirar o fôlego.

Além deste, confira outras produções que usaram esse formato para contar suas histórias:

1 - 1917

Indicado a 10 categorias no Oscar 2020, 1917 foi ovacionado pela crítica por um detalhe em especial: o diretor Sam Mendes, que também concorreu a Melhor Direção, optou por trazer seu épico da Primeira Guerra como se fosse um único plano-sequência. É uma experiência cinematográfica para lá de interessante. 

Cena do filme 1917

2 - Birdman Ou A Inesperada Virtude Da Ignorância

O ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2015 é outro exemplo de uma edição minimalista que esconde seus cortes. Aqui, o diretor Alejandro Iñárritu aborda a vida de um ator que ainda encara as consequências de situações do passado, e sua trama sequencial leva o público a uma experiência de tirar o fôlego. 

Cena de Birdman

3 - Festim Diabólico

Lá em 1948, o diretor Alfred Hitchcock já brincava com a edição de forma muito inteligente fazendo de seu suspense um dos primeiros a trazer o plano-sequência para as telas. Assim como nos dois filmes já citados, as cenas não foram gravadas em uma única tomada, mas os cortes são quase imperceptíveis já que o diretor trocava os filmes da câmera em paredes escuras ou no terno de seus personagens.

Cena do filme Festim Diabólico

4 - Victoria

Lançado em 2015, o filme pouco comentado pelo público é outro exemplo a ser citado. Com direção de Sebastian Schipper, o longa é o único da nossa lista que traz um verdadeiro plano-sequência sem edições! O filme foi gravado em uma única tomada de 134 minutos, algo completamente difícil de ser feito, mas que garantiu ótimas críticas.

Cena do filme Victoria (2015)

5 - Timecode

O longa de Mike Figgis traz a edição a seu favor quando utiliza quatro câmeras acompanhando seus quatro personagens centrais. Além de aprofundar cada um deles, o longa se torna um apanhado inteligente de planos-sequência que se juntam para garantir um único desfecho.

Cena do filme Timecode

 


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