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    Gravidade: Filme em sala 4D leva espectador a se aventurar pelo espaço

    O Cineclick assistiu ao filme numa das três salas disponíveis no país e conta a experiência
    Por Roberto Guerra
    09/10/2013
    Gravidade

    Somente cinéfilos de São Paulo e Salvador terão a opção de assistir à superprodução Gravidade numa sala com tecnologia 4D; e estes não devem desprezar a oportunidade. A reportagem do Cineclick passou pela prova na manhã desta quarta-feira (9) no complexo Cinépolis VIP, localizado no shopping JK Iguatemi, na Zona Sul de São Paulo.

    A experiência audiovisual e sensitiva é única. Depois que os letreiros iniciais do filme anunciam que a temperatura no espaço pode variar bruscamente entre 200ºC e -150 ºC, que não há oxigênio, pressão atmosférica e viver ali é impossível, viramos parceiros emocionais, mas também físicos, da tensa aventura protagonizada por George Clooney e Sandra Bullock.

    A produção de Alfonso Cuarón começa com belas imagens da dupla de astronautas flutuando no espaço, com a Terra ao fundo, instalando um hardware no Telescópio Espacial Hubble. Os muitos efeitos mecânicos da sala 4D são sincronizadas com a ação do filme, proporcionando ao espectador uma interação sem precedentes. Neste prólogo, o leve movimento e vibrações das cadeiras galvanizam a impressão de voo que a câmera suspensa de Cuarón busca. A expressão "estar dentro do filme" ganha outra dimensão.

    As poltronas possuem um moderno sistema eletrônico de movimentos que simula com perfeição queda, trepidação, vertigem, aceleração e frenagem. Não demora muito e o espectador de Gravidade começa a experimentar todas as sensações. Destroços de um satélite entram em rota de colisão com os astronautas e o que eram leves movimentos viram solavancos. A tensão da situação está em nosso campo visual, nas nossas mentes, mas também a sentimos no corpo.

    Mais adiante, Gravidade possui cenas carregadas de adrenalina dentro de estações espaciais, onde há oxigênio, o que permite que demais recursos do cinema de quarta dimensão sejam usados: golpes de ar, fumaça, aromas e névoa. O ápice se dá na sequência final em que um módulo espacial faz sua complicada reentrada na atmosfera terrestre. A sala de cinema vira espaçonave e o espectador, um astronauta em perigo.

    A experiência 4D só é válida para filmes cujas características permitam o uso dos muitos recursos sensitivos da sala, como é o caso de Gravidade. O longa de Cuarón, no entanto, não é só um triunfo dos efeitos visuais que a tecnologia ajuda a potencializar. Propõe várias reflexões, algumas delas relativas à própria existência do ser humano, suas motivações pessoais, crenças e a dura constatação de sua pequenez diante do universo.

    Outra ponderação inevitável é pensar a que patamares chegamos em 12 décadas dessa arte de criar ilusões chamada cinema.