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    '7 Prisioneiros': tudo sobre filme da Netflix que deve levar Brasil ao Oscar

    Estrelado por Rodrigo Santoro, produção tem recebido muitos elogios por festivais internacionais
    Por Flávio Pinto
    28/09/2021 - Atualizado há 24 dias

    1999 foi o último ano em que o Brasil recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de melhor filme internacional — que na época ainda recebia a alcunha de melhor filme estrangeiro. 

    O título em questão foi Central do Brasil (1998), produção de Walter Salles que também arrancou uma indicação (baita merecida) para Fernanda Montenegro

    O filme perdeu para A Vida É Bela (1998), fenômeno mundial daquele ano — praticamente o Parasita (2019) da época, e Montenegro, como muita gente sabe, perdeu para Gwyneth Paltrow em Shakespeare Apaixonado (1998). 

    É estranho começar o texto com uma referência a uma data, não é mesmo? Mais estranho que isso somente a ausência do nosso país em uma categoria que preza por representar o máximo do cinema mundial. 

    Especialmente porque nos últimos anos, há uma frota de filmes nacionais ganhando elogios, prêmios e alcance mundial, como A Vida Invisível (2019), Bacurau (2019), Que Horas Ela Volta? (2015), Aquarius (2016), entre outros. 

    No entanto, é possível que a seca brasileira chegue ao fim ano que vem graças à 7 Prisioneiros (2021), filme de Alexandre Moratto que está dando o que falar nos mais variados festivais internacionais. 

    Aumentando as chances, o longa também tem uma temática universal e ainda será distribuído mundialmente pela Netflix. Conheça um pouco mais sobre a nova produção a seguir. 

    Christian Malheiros, ator brasileiro já indicado ao Indie Spirit Awards (Oscar do cinema independente), estrela a produção ao lado de Rodrigo SantoroDivulgação (Netflix)

    Sobre o que é o filme da Netflix 7 Prisioneiros?

    Filme de Alexandre Moratto para Netflix, 7 Prisioneiros trará às telas uma importante reflexão sobre escravidão contemporânea ao contar a história de um jovem que chega à cidade de São Paulo e se torna vítima de um sistema de trabalho análogo à escravidão.

    A história vai girar em torno de Mateus (Christian Malheiros), um jovem que aceita trabalhar em um ferro-velho em São Paulo, com o novo chefe Luca (Rodrigo Santoro), para tentar ganhar a chance de dar uma vida melhor à sua família. 

    Contudo, Mateus acaba entrando no perigoso mundo da escravidão contemporânea com diversos outros garotos, e se vê forçado a decidir entre continuar nessa situação ou arriscar o futuro financeiro de sua família.

    Além de Malheiros e Santoro, o longa conta com Bruno Rocha, Vitor Julian, Lucas Oranmian, Cecília Homem de Mello e Dirce Thomaz no elenco. Dirigido por Moratto, que também co-escreveu o roteiro ao lado de Thayná Mantesso, 7 Prisioneiros tem produção de Ramin Bahrani (do indicado ao Oscar da Netflix Tigre Branco) e Fernando Meirelles (do indicado ao Oscar Cidade de Deus). 

    Dupla central de 7 Prisioneiros Divulgação (Netflix)

    Reações na imprensa internacionais

    7 Prisioneiro fez a sua estreia mundial este ano na 78.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza e na 46.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Em ambas as ocasiões, a recepção por parte da imprensa especializada foi muito calorosa. Veja a seguir algumas das opiniões sobre o filme. 

    Segundo Anna Smith, do Deadline, a produção estabelece Moratto como um dos grandes nomes do cinema nacional, e faz um retrato brutalmente educacional e deprimente sobre a escravidão humana, realidade triste de muitos países.

    Enquanto o IndieWire, em um texto do crítico David Ehrlich, afirma que a produção é enxuta e correta, mas que todas as complicações do dilema central propostas por Moratto são muitíssimo bem resolvidas.  "O dilema central é complicado com a habilidade de um dramaturgo mestre."

    No The Wrap, Carlos Aguilar escreveu "Segurando sua mandíbula artística, o foguete conciso do filme de Moratto é direto em seus golpes de esmagar a alma e uma peça essencial do cinema social-realista para nossos tempos".

    Quais são as chances?

    Ainda é difícil apontar se a produção tem grandes chances ou não, já que muitos países ainda não fizeram a escolha de qual produção os representará — o mesmo vale para o Brasil. 

    O filme pode se beneficiar ao contar uma história brutal e de temática político-social impactante (escravidão humana e tráfico de pessoas), e existente em muitos países. 

    Um tema atual, certamente, que pode ser facilmente acessado por votantes independentemente da nacionalidade ou idade. 

    Sem contar que o Rodrigo Santoro é um rosto conhecido internacionalmente, que pode ajudar a gerar curiosidade sobre o título em questão, ou aumentar o seu boca a boca.

    Mas, com toda certeza, o filme se beneficia mesmo graças à distribuição mundial feita pela Netflix. Uma das maiores plataformas de streaming do planeta, a empresa de Ted Sarandos tem o aporte necessário para fazer uma campanha milionária. 

    Nos últimos anos, existem algumas produções da companhia indicados a melhor filme estrangeiro, tais como Honeyland (2019) e Roma (2018). 

    Resta agora esperar pela comissão da Academia Brasileira de Cinema se pronunciar a respeito do título que representará o nosso país ano que vem. 

    Veja o trailer de 7 Prisioneiros

    7 Prisioneiros chega oficialmente à Netflix em novembro. 

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