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    À Espera de um Milagre é mesmo uma história real?

    Parece que o filme não foi inspirado em fatos reais
    Por Duda Smilari
    10/03/2021 - Atualizado há 7 meses

    Quem não chorou com a história emocionante por trás de À Espera de Um Milagre, provavelmente não tem coração. O filme supostamente inspirado na história real de uma criança negra executada no século 20, se passa em 1935, no corredor da morte de uma prisão sulista.

    Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, ambos acabam desenvolvendo uma afeitação gigantesca. Isso acontece depois de Paul descobrir que o prisioneiro possui um dom mágico misterioso e milagroso.

    No entanto, você sabia que talvez a história real por trás não tenha inspirado tanto assim o filme? Pois é. 

    Segundo uma pesquisa árdua do site Hqscomcafe, é possível identificar que na verdade a história é apenas semelhante, porém, nada é comprovado que Stephen King tenha se inspirado no caso do jovem negro para realizar o filme.

    Além disso, no próprio crédito final do longa não está escrito inspirado em fatos reais, o que tira nossa ideia inicial que a história era sim uma releitura do caso.

    Cena de À Espera de Um MilagreReprodução

    Sabendo disso, venha relembrar o polêmico acontecimento do jovem morto na cadeira elétrica:

    História real

    Sim, George Stinney Jr. foi considerado a pessoa mais jovem a ser condenada à cadeira elétrica nos Estados Unidos. Tudo aconteceu no século vinte, onde Stinney foi acusado de matar duas meninas brancas, Betty de apenas 11 anos e Mary de 7. A suposta prova foi a partir das evidências dos corpos das jovens encontrados na casa ao lado de onde Stinney morava.

    George Stinney Jr.Reprodução/ Carolina skeletons

    A injustiça começou pela presença no julgamento com só jurados brancos, que durante 2 horas, liberaram uma sentença proferida apenas 10 minutos depois.

    George Stinney Jr. Passou mais de 80 dias sem poder ver seus pais. O garoto se encontrava em cela solitária, e foi julgado sem a presença de qualquer parente.

    Porém, o ápice vem aí: por volta de 70 anos depois, a inocência do garoto foi comprovada. Isso porque a trave que as meninas foram mortas pesava 19,07 kilos, algo impossível de um garotinho levantar. 

    Trailer Oficial