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    A nova cara da riqueza das séries teen

    Produções do gênero têm buscado diversidade e inclusão para retratar os adolescentes endinheirados
    Por Da Redação
    21/09/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    O reboot da série teen Gossip Girl (2007-2012) - produção que revelou jovens talentos como a Blake Lively e o Penn Badgley - chegou em julho na HBO Max. A série original acompanhava um grupo de jovens ricos, em Nova York, que não pensavam duas vezes em ostentar a riqueza de seus pais. Os personagens eram brancos em sua maioria, e não havia muito espaço em termos de representatividade LGBTQIA+. Depois de 13 anos, quais mudanças vieram para a nova versão de Gossip Girl

    Reboot de Gossip GirlDivulgação

    O showrunner da nova versão, Joshua Safran – que também trabalhou na série original como produtor-executivo e roteirista –, contou em uma entrevista para a revista americana Vulture que quando trabalhava na produção original era o único roteirista assumidamente gay. Revelou ainda que sempre encontrou resistência em retratar situações realistas e que dessem espaço para a diversidade. Como cabeça da nova produção, Safran garantiu que isso não aconteceria novamente, já que dessa vez há representatividade o suficiente e uma visão mais “pé no chão” do mundo. 

    Essa é uma tendência que pode ser notada em outras produções dos últimos anos. Outro exemplo é a novela mexicana Rebelde (2004-2006), chamada carinhosamente pelos fãs de RBD. A trama, semelhante à de Gossip Girl, mostrava os romances, dramas e disputas entre os alunos de um colégio da elite. O ator mexicano Christian Chávez, um dos protagonistas, só assumiu sua homossexualidade após o fim da novela, em 2007. Ele contou em uma entrevista que sofreu uma forte represália da imprensa por ser gay, realidade que ele só revelou após o vazamento de fotos suas com o namorado.

    Novela mexicana RebeldeDivulgação

    A Netflix anunciou uma adaptação no formato série de RBD para 2022. Apesar de o streaming ainda não ter revelado muitos detalhes do reboot, já se sabe que questões sociais não devem ser deixadas de lado, e a série trará novos nomes da indústria latino-americana, incluindo a brasileira Giovanna Grigio. Se seguirem o mesmo molde de Elite, produção original da plataforma também ambientada em uma privilegiada escola, podemos esperar muita representatividade e diversidade étnica. 

    Série EuphoriaDivulgação

    Um fato é inegável: os movimentos #BlackLivesMatter, campanha ativista contra a violência às pessoas negras, e o #Me Too, movimento responsável por denunciar assédios sexuais em Hollywood e, consequentemente, fomentar a igualdade de gênero na indústria, foram fundamentais para essa mudança de comportamento nos bastidores do cinema e da televisão. Além de Elite, novas produções voltadas ao público jovem adulto, como Riverdale, Sex Education e Euphoria, representam a geração atual de uma forma realista e múltipla nos quesitos identidade de gênero, etnia, sexualidade e empoderamento. Que venham mais produções como essas!

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