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    Glória Pires estreia nos cinemas com papel que rendeu prêmio de Melhor Atriz em Festival

    Filme aborda temas polêmicos como a corrupção policial e o Alzheimer
    Por Paulo Ernesto
    14/06/2022 - Atualizado há 23 dias

    A atriz Glória Pires e o diretor de A Suspeita, Pedro Peregrino, conversaram com o Cineclick sobre o filme e contaram mais sobre o processo de construção da trama e desafios desse suspense tenso e relevante.

    A Suspeita

    Estrelado por Gloria Pires, A Suspeita traz a história de Lúcia (Gloria Pires), uma investigadora da Polícia Civil que sofre com Alzheimer e entra em perigo por causa de uma investigação que envolve seus colegas de trabalho.

    Durante a investigação do que seria seu último caso, descobre um esquema do qual ela vira suspeita. Entre os desdobramentos das investigações e os lapsos de memória, Lúcia agora terá que lutar por sua vida. 

    O elenco conta ainda com outros grandes nomes, como Charles Fricks (Quase Memória), Gustavo Machado (Chacrinha: O Velho Guerreiro, Elis), Bukassa Kabengele (Os Dias Eram Assim), Daniel Bouzas, Júlia Gorman, Joelson Medeiros, Kizi Vaz, Paulo Vespúcio, Genézio de Barros e Alexandre Rosa Moreno. 

    Veja o trailer:

    Entrevista

    A atriz Glória Pires contou que entrou em contato pela primeira vez com o projeto nas gravações da segunda temporada de Segredos de Justiça, uma série do Fantástico na Rede Globo. 

    “Fiquei muito interessada por essa mulher, quando ele me brifou o que era a história, fiquei super envolvida... E eu tô aqui agora de produtora também”, disse a atriz. 

    O diretor conta que A Suspeita já havia sido pensado em formato de série, mas que chegaram à conclusão que um longa-metragem seria o ideal para contar essa história.

    Para trabalhar sobre a temática policial, disse que a pesquisa com a Policia Civil foi bem intensa repleta de entrevistas e conversas com vários cargos e posições para entender a composição e os desafios internos. 

    Na produção a atriz participou intensamente do roteiro e da montagem. Ela comentou dos desafios da produção. “A gente tinha um espaço de tempo muito limitado pra filmar, os dois (ela e o diretor) já estavam escalados pra novela que fizemos juntos “Éramos Seis.”

    Para a construção de Lúcia, ela disse o quão rico foi encarar essa personagem que tem que lidar com tantos desafios relacionados à profissão, pressão e a sua segurança. 

    Glória Pires também disse que fazer um filme policial foi uma novidade, mas que a parte psicológica da trama é um terreno que ela adora explorar. “É sempre instigante quando você tem uma personagem pra dentro”. 

    Para o diretor, o Alzheimer foi um recurso que além do drama serve como artifício para se tratar da memória de um sentido mais amplo possível, chegando a trazer reflexões sobre a construção sobre a memória nacional, inclusive sendo tratada dessa forma por um de seus personagens. 

    Sobre sua parceria com Glória Pires, ele diz que mantem ela o mais próximo possível, que dessa forma ele e o filme só tem a ganhar.  

    Além dessa parceria de sucesso, ele contou sobre o desejo de trazer atrizes e atores que já trabalhou em novelas para outros projetos, entre eles estão Marieta Severo e Marco Ricca.

    O diretor também revelou algumas de suas inspirações como diretor. Entre elas estão nomes como Alan J. Pakula (A Escolha de Sofia) e Cary Fukunaga (007 – Sem Tempo Para Morrer). Já no cinema nacional ele destacou sua admiração pelos trabalhos de Kleber Mendonça Filho (Bacurau) e Júlio Bressane (Matou a Família e Foi ao Cinema).

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