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    "Alfred é um dos culpados pela existência de 'Batman'", revela ator em entrevista exclusiva

    Andy Serkis revela como o novo mordomo influencia Bruce Wayne
    Por Daniel Reininger
    28/02/2022 - Atualizado há 3 meses

    Andy Serkis, um dos grandes nomes de Hollywood com personagens como Gollum e César na carreira, vive agora Alfred, mordomo de Bruce Wayne em Batman.

    E o ator fez revelações ao Cineclick sobre os bastidores desse filme tão esperado. Confira a entrevista:

    Alfred

    Ele foi escolhido pela visão única que divide com o diretor. "Uma das coisas que nos conecta, eu acho, através da narrativa dos filmes Planeta dos Macacos, é o senso de família e das relações de pais e filhos. E essas são coisas que discutimos pessoalmente em profundidade em todo o nosso relacionamento. E então, quando ele me pediu para interpretar Alfred, esse foi o primeiro tópico. Era a nossa versão de Alfred", conta Serkis.

    Como na HQ que serviu de inspiração ao filme, Alfred é diferente das versões anteriores do cinema. "Ele carrega um fardo enorme, que é o fato de que ele nunca vai conseguir ser o pai que Bruce precisa. Ele sabe disso e carrega a culpa de não estar por perto no momento em que o pai de Bruce foi assassinado e simplesmente não consegue ser um modelo paternal como gostaria. Acho que essa é a tragédia dele como personagem. E quando Bruce e Alfred estão juntos, isso se amplia e se fragmenta. E esse relacionamento complexo é realmente o ponto de partida para eles nesta história.'"

    Robert Pattinson como BatmanReprodução

    Figura paterna

    A luta de Alfred para ser uma figura paterna é ainda mais complicada porque essa versão de Bruce não é tão acessível emocionalmente. "Esse fracasso parece ainda maior à medida que progride. Onde retomamos o início da história, nos últimos dois anos ele viu essa desintegração de Bruce e essa separação, vendo ele ser isolar. Para Alfred, foi difícil no começo, mas ficou progressivamente muito mais difícil. E é como se ele tivesse uma incapacidade de realmente se conectar com Bruce, que agora está em sua própria jornada. E Alfred sente profundamente aquela sensação de perda e o desespero ao tentar orientá-lo e guiá-lo e mantê-lo no caminho certo, mas isso não surtiu efeito".

    Culpa pelo Batman existir

    Ele fala sobre como Alfred influenciou Bruce em seu processo de para se tornar um vigilante. "Sim, nesta versão, a maneira que eu escolhi para interpretá-lo, e conversando com Matt, ele tem uma formação militar e sofreu uma lesão física, por isso usa uma bengala para andar. Obviamente, ele está marcado emocionalmente e fisicamente.  Por causa desse serviço ele é uma pessoa racional. Ele não é uma pessoa emocional.", explica.

    Alfred é todo lógica e estrutura. "Com Bruce ele não é capaz de aplicar nenhum de seus sensos normais de regras, porque elas simplesmente não funcionam com alguém que está fugindo dessa maneira. Foi assim que nos aproximamos. E ainda assim ele se torna, de certa forma, parte da jornada de Bruce por causa de suas habilidades", revela. 

    As habilidades de Alfred são a única coisa que realmente os une. "Eles decifram códigos juntos e é como sentar com uma criança e montar kits de construção juntos, pelo menos há algo para eles falarem, sabe? É quase como um hobby que os une, uma atividade que lhes dá algo sobre o qual podem expressar uma opinião e se comunicar. Então, Alfred está ciente do desejo de Bruce de descobrir a teia de mentiras que o cercam e realmente entende sua necessidade de fazer isso", explica.

    Arte de BatmanDivulgação

    Outro Batman?

    Serkis fala porque assistir a outro filme do Batman. "Como qualquer grande história, é digna de reinterpretação. E, você sabe, eu continuo voltando para Shakespeare ou Johnson ou qualquer grande escritor. Os personagens estão prontos para reinterpretação porque são arquétipos até certo ponto, mas são arquétipos que estão constantemente sob revisão. Você sempre pode encontrar um novo ângulo para eles. Você pode chegar a 90% do mesmo, mas 10% será ligeiramente diferente". 

    Essas histórias são mitologias modernas. "Gotham é um lugar mítico, é sobre decadência como resultado da corrupção. Mas você pode manifestar isso de muitas maneiras diferentes e acho que a maneira como Matt pintou isso parecerá totalmente nova. E, no entanto, terá o peso e a história das versões anteriores. Como Pompeia ou Herculano, onde você tem camadas e camadas de construção em cima de uma sociedade antiga, você conhece a riqueza do que essas histórias realmente significam e isso se constrói e cresce e eles carregam essa história com elas".

    Batman

    The Batman é o primeiro filme solo do herói desde a conclusão da aclamada trilogia dirigida por Christopher Nolan. Estrelado por Pattinson, o qual foi muito elogiado por Andy Serkis.

    "Rob é um ator excepcional. Sair daquela enorme trilogia Crepúsculo e então fazer as escolhas que ele fez para entrar em filmes independentes, interpretar papéis brilhantes e realmente se desafiar como um ator transformador... Eu acho que ele é excepcional e realmente verdadeiro e meio enigmático. Ele carrega a dor de Bruce tão lindamente  e realmente atrai o mundo para dentro de si. Ele é simplesmente fantástico e divertido, então foi uma experiência magnífica. Eu amei. Eu ficaria feliz em trabalhar com ele novamente". 

    O elenco trará nomes como Paul Dano (Charada), Andy Serkis (Alfred), Zoë Kravitz (Mulher-Gato) e Colin Farrell (Pinguim) e apresenta um Batman mais sombrio, no início de carreira e com foco em seu lado detetive, apresentando novas questões aos público, que pode esperar um filme profundo, segundo Serkis.

    "Eu acho que o público verá uma um filme com grande peso emocional. Que deixará a todos impressionados pela maneira como Gotham é construída. Mas acho que, além disso, a trama carrega uma ressonância visceral. E também é um thriller extraordinário. E como eu disse, tem camadas e mais camadas de história, o que o torna um banquete muito satisfatório. Eu acho que vai ficar com as pessoas porque tem uma inteligência emocional, mas também uma espécie de inteligência de construção de mundo que é fácil de se relacionar. Parece muito presente, atual e sombrio da maneira que esperávamos, mas é complicado. Imagino que será assistido e revisto".

    O longa já está nos cinemas.

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