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    Os principais anti-heróis do universo da Marvel, da DC e além!

    Anti-heróis da cultura pop
    Por Da Redação
    03/09/2020 - Atualizado há 20 dias

    O herói segue o arquétipo mitológico de figuras como Édipo, Orfeu, Hércules e até Jesus Cristo. Se trata, na maioria das vezes, de um mártir, alguém que se sacrifica em benefício dos outros e reúne as qualidades necessárias para superar desafios épicos, que, geralmente, envolvem a destruição de tudo aquilo que ele mais ama. 

    Já o vilão é o antagonista da história. Ele se opõe diretamente ao herói, carregando o mal consigo e se caracterizando pela natureza cruel, que coloca suas necessidades e seus ideais distorcidos acima de tudo e de todos. 

    Já o anti-herói funcionaria como um meio termo entre os dois. Com qualidades paradoxais, eles estão muito mais próximos das “pessoas reais” - nem fantasiosamente bons, nem completamente maus. Suas motivações são compreensíveis e suas atitudes, por mais que nem sempre concordemos com elas, fazem sentido dentro dessas motivações. 

    É um personagem cheio de nuances - e a evolução dos super-heróis, tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas, nos brindou com ótimos anti-heróis.

    A seguir, separamos uma lista com os principais anti-heróis dos universos da Marvel, da DC e além:

    Bloodshot

    O personagem surgiu em 1992 nas páginas de Eternal Warrior, mas ganhou sua própria revista em 1993, se tornando um dos maiores sucessos da Valiant Comics. Após ser brutalmente assassinado ao lado da esposa, o militar Ray Garrison é trazido de volta à vida em um experimento secreto do governo. Aprimorado com nanotecnologia, ele se torna uma máquina super-humana de matar, movido por vingança.

    Spawn

    Spawn foi transformado em um demônio desfigurado e terrível. Sua ex-eposa se casou com seu melhor amigo. E ele tem a missão de mandar as “almas ruins” para o inferno - tarefa que cumpre sem qualquer misericórdia. 

    No entanto, Spawn encontra uma família entre o bando de moradores de rua que o acolhe, sem se importar com sua aparência, e passa a protegê-los. 

    Assim, apesar de combater o mal com métodos nada convencionais, o personagem ganha pontos por se mostrar um homem de bom coração, comprometido em salvar a Terra e as pessoas que ama.

    Elektra

    Elektra é uma das primeiras anti-heroínas da Marvel, uma vez que sua personalidade instável e altamente perigosa faz com que ela possa ser tanto uma importante aliada quanto uma temida inimiga, a depender do seu humor.

    Ao longo de sua trajetória pelas HQs e pelo Cinema, ela já lutou várias vezes contra diversos heróis, incluindo o Demolidor, seu par romântico.

    Mas também já salvou esses mesmos heróis outras tantas vezes, o que faz com que suas aparições sejam sempre carregadas de suspense.

    Mulher-Gato

    Selina Kyle nasceu como uma das vilãs mais icônicas da DC Comics, mas percorreu uma longa jornada de transformação diretamente associada à sua paixão pelo homem-morcego. 

    Hoje, a Mulher-Gato é mais conhecida como uma anti-heroína típica, que faz a coisa certa por meios duvidosos (para não dizer ilegais). Ela não se importa com a lei e está disposta a proteger os mais fracos, desde que isso não fique no caminho de seus objetivos.

    Arlequina

    Arlequina teve sua origem como a “namorada louca” do Coringa na Série Animada do Batman. Porém, a DC Comics logo percebeu seu potencial e a personagem começou a aparecer também nos quadrinhos.

    Hoje, Arlequina é uma das queridinhas do público, tem seus próprios arcos dramáticos e romances revolucionários (ela e Hera Venenosa construíram uma bonita história de amor ao longo dos últimos anos) e, mais recentemente, seus próprios filmes, figurando em Esquadrão Suicida e protagonizando Aves de Rapina, ambos na pele de Margot Robbie.

    Rorschach

    Rorschach, que figura em Watchmen, da DC Comics, tem um senso de certo e errado que se sobrepõe a qualquer lei ou convenção social.

    Torturar e assassinar criminosos? Para ele, não há nada de errado, pois sua própria moral determina que esses atos são compreensíveis, considerando que os criminosos são os vilões da história, em primeiro lugar. 

    Logo, por ser movido “por um bem maior”, acredita que seus atos são perdoáveis.

    Wolverine

    Wolverine é uma arma altamente letal com seus instintos animais e suas afiadas. Soma-se a isso seu passado manchado pelo descontrole que culminou em diversos banhos de sangue e estaríamos de frente para um dos personagens mais violentos da Marvel.

    Porém, pelo contrário, Logan se mostra um cara completamente altruísta, que procura fazer o melhor pelos outros, mesmo que isso não o favoreça.

    Justiceiro

    Frank Castle não só extermina os criminosos que cruzam seu caminho. Ele de fato gosta de matar. 

    Afinal, o Justiceiro não tem nada a perder: veterano de guerra que perdeu a família para um grupo de assassinos, usa sua nova identidade para “limpar” sua cidade do mal, sem espaço para a misericórdia.

    Deadpool

    Insano, carismático e muito violento, Deadpool é um anti-herói para ninguém colocar defeito. Ele faz o que quer, quando quer, o que inclui ajudar alguns vilões se achar conveniente. 

    Extremamente imprevisível, irreverente e sarcástico, o personagem se tornou um dos mais populares da Marvel, especialmente após o longa-metragem protagonizado por Ryan Reynolds. 

    Se você quer saber mais sobre o universo dos super-heróis, os melhores filmes, as grandes super-heroínas, as memoráveis animações, e a trajetória dos principais estúdios para a dominação do gênero em Hollywood, não deixe de conferir nosso artigo "A evolução dos filmes de super-herói no cinema".

    Como Deadpool e Wolverine mudaram o cinema

    Deadpool causou grande alvoroço no cinema quando estreou em 2016 ao trazer não só importantes elementos essenciais de um bom filme de super-herói, como humor, personagens interessantes e ação, mas também tom adulto, palavrões, violência exagera, muita zueira e a consciência de que esse tipo de filme em si nada mais é do que uma forma de diversão.

    Uma das principais razões para o sucesso de Deadpool foi sua classificação para adultos, o que garantiu que palavrões e e muita violência entrassem em cena do começo ao fim. Por isso, a prodição não apenas abalou o status-quo das aventuras de ação estreladas pelos super-heróis, mas foi além e estabeleceu novos precedentes cinematográficos.

    Do marketing ao orçamento e às tramas, Deadpool mexeu com a indústria. O filme fez piada com si mesmo por meses, garantindo que a hype nunca acabasse. Sem falar que o filme foi feito com apenas US$ 58 milhões, valor baixo para o gênero e até mesmo outros blockbusters, o que provou que é possível fazer muito mais, com muito menos e ainda se tornar um filme marcante, que todo mundo quer ver. Sem falar que agora as histórias poderiam ser mais centradas nos personagens e menos em heróis salvando o mundo.

    E aí entra Logan na história. Seu marketing também foi agressivo, a começar pelo uso perfeito da música Hurt, interpretada por Johnny Cash. O longa é um drama pesado e mostra algo que raramente vemos: O fim da vida de um super-herói. A narrativa foca nas lutas, não exagera no CGI e é um filme de ação feito com muito cudado, mas com menos foco nas habilidades especiais de seus protagonistas e sim em quem eles são como pessoas e como enfrentam as adversidades.

    Logan, até mais do que Deadpool, é a antítese do que esperamos de um filme de super-herói. De cara, nenhum dos filmes da Marvel foi tão cinematográfico quanto. A inspiração dos faroestes e road movies foram cruciais, afinal, conforme o trio de protagonistas viaja pelas rodovias dos Estados Unidos, temos uma visão pitoresca do país no futuro e suas interações dão vida à história.

    É um contraste os longas da DC e da Marvel. Não só de visial e tom, mas também de desenvolvimento de trama e personagens. E é realista, não do ponto de vista técnico, como Batman - O Cavaleiro Das Trevas, mas do ponto de vista humano. Sem falar que o filme afeta os espectadores psicologicamente, deixando um gosto amargo com o fim da jornada de Hugh Jackman como Wolverine, que morre no final.

    Logan nos permite aproveitar todas as características das narrativas de super-heróis: ação, o suspense, o abandono imprudente, fim de uma era, história de origem - em um filme que, em última análise, não parece muito com um longa de quadrinhos como conhecemos, mas sim uma evolução bem-vinda do gênero.

    Não há como negar que esses filmes mudaram o cinema e, principalmente, os longas baseados em quadrinhos.