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    Aparecida, O Milagre estreia à sombra do sucesso de filmes espíritas

    Por Amanda Carvalho
    09/12/2010

    Religião e cinema se deram muito bem nesse ano de 2010. Aparecida, O Milagre, de Tizuka Yamasaki, estreia nos cinemas dia 17 de dezembro à sombra do sucesso de Chico Xavier e Nosso Lar, que levaram, respectivamente, 3 e 4 milhões pessoas aos cinemas. A repercussão desses dois filmes espíritas cobra de Aparecida uma trajetória similar.

    O produtor Paulo Thiago é cauteloso com as comparações, prefere dizer que o número é imprevisível. “É claro que a expectativa é grande porque se trata de um filme católico.” O cunho religioso, a busca dos espectadores por emoção e o boca a boca é a aposta para que o filme seja visto. Sobre a pressão por número de espectadores, Paulo Thiago apresenta a expectativa mínima da equipe de produção: 1 milhão.

    Com 300 cópias para o lançamento, o produtor de Aparecida, O Milagre diz não estar preocupado em disputar público: “Não será frustrante se [Aparecida] não fizer mais sucesso que os [filmes] espíritas”.

    Aparecida, O Milagre conta a história de Marcos (vivido por Vinícius Franco quando criança e Murilo Rosa na fase adulta). Humilde e devoto de Nossa Senhora de Aparecida, o menino se revolta e se desprende da fé quando uma fatalidade atinge sua família. Mais de 30 anos depois, já um empresário de sucesso, Marcos não tem boas relações com a ex-esposa (Leona Cavalli) e, principalmente, com o filho Lucas (Jonatas Faro), que sonha em ser artista. Ele, então, enfrenta nova tragédia em sua vida e se vê dividido entre a fé que abandonou e a necessidade de acreditar em um ser superior.

    Murilo, que foi protagonista de A Padroeira, novela da Rede Globo, conta como foi a relação religiosa durante seu trabalho: “No final do filme, eu estou chorando pra caramba. É o Marcos, mas também sou eu, Murilo”, conta o devoto assumido.

    UM SONHO QUE SE REALIZA


    Com a coletiva de imprensa em andamento, Vinicius Franco (a versão mirim de Marcos) tenta chegar discretamente, mas chama a atenção de todos pelo carinho que equipe de produção e atores têm com ele. Logo rouba a cena, comentando a experiência de seu primeiro trabalho como ator.

    Vinícius tem 11 anos, sua família é devota de Nossa Senhora da Aparecida e ele foi batizado na Basílica. O menino revela que teve dificuldades em fazer a cena em que briga com a santa: “A Valéria [preparadora de elenco] me disse que essa seria a última, mas era a principal. E perguntou se eu queria ver o Murilo fazer antes.” Depois de assistir ao colega, Vinícius foi à Casa das Velas para rezar e “dizer o que tinha que ser dito” para a imagem de Nossa Senhora. “Eu chorei muito, fiquei arrependido de ter brigado com ela. Aí a Tizuka falou pra eu me acalmar que não era de verdade, era só cinema”, diz.

    Emocionado, ele conta que a conquista do papel em Aparecida, O Milagre faz parte de uma promessa que fez, já que sempre sonhou em seguir a carreira. “Eu dizia pra minha mãe que queria ser ator e ela me disse: ‘Um dia você vai ser um ator famoso’ e quando eu tava lá, com o Murilo, o Rodrigo [Varonese] eu nem conseguia acreditar.”