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    Assistimos a Harry Potter... e adoramos!

    Por Da Redação
    15/11/2001

    O filme mais esperado deste ano contraria a maioria das regras comuns a um superlançamento. Não há grandes astros encabeçando o elenco, muito menos os ingredientes comuns a um blockbuster: explosões, tiros, perseguições, etc. O herói da trama está longe de ser um galã pomposo, daqueles que provocam suspiros e gritinhos nas fãs. Aliás, ele acaba de completar 11 anos. O filme é Harry Potter e A Pedra Filosofal, adaptação do fenômeno editorial homônimo produzido pelas mãos mágicas de J.K. Rowling, que chega às telas neste fim de ano prometendo se tornar um fenômeno também nas bilheterias.

    Para quem não teve tempo de ler o livro, a trama de Harry Potter e A Pedra Filosofal gira em torno das aventuras e desventuras de um garoto criado pelos tios, que o maltratam e fazem com que durma em um armário debaixo da escada. Ao menor atrito, Potter é trancado lá, no escuro, por dias a fio. Mas certa vez, às vésperas de completar 11 anos, Harry descobre que é um bruxo ao ser convidado para ingressar na melhor escola de magia da Inglaterra: Hogwarts. Mais: como sobreviveu ao feitiço maligno de um temido bruxo das trevas quando ainda era bebê - feitiço esse que matou seus pais -, o jovem Harry descobre, ao chegar em Hogwarts, ser uma celebridade entre os alunos.

    Mas se você já é um pottermaníaco, não se preocupe. Uma das principais características de Harry Potter e A Pedra Filosofal é a fidelidade à obra de J.K. Howling. O diretor Chris Columbus, auxiliado pela autora e pressionado pelos milhões de fãs em todo mundo, não deixou nada faltar. Está tudo lá: o obscurantismo de Hogwarts, a disputa acirrada entres as casas Grifinória e Sonserina, a vertiginosa partida de quadribol. Os fãs das aventuras do bruxinho de óculos de aros redondos e cicatriz em forma de raio na testa não vão se decepcionar.

    Os US$ 150 milhões investidos pela Warner na produção foram, boa parte deles, gastos nos efeitos especiais que deram vida ao fantasioso mundo do personagem. A produção é caprichada e a reconstituição da atmosfera obscura de Harry Potter foi feita com êxito, apesar de muitos terem duvidado da capacidade de Columbus de passar para as telas o lado dark da história. Quem duvidou com certeza não se lembra que foi o diretor quem escreveu O Enigma da Pirâmide, sucesso de 1985, que se passa numa escola britânica e envolve dois pré-adolescentes que desvendam um mistério sobrenatural. Involuntariamente, O Enigma foi uma espécie de treino que qualificava Columbus para dirigir Harry Potter.

    Harry Potter e A Pedra Filosofal chega às telas brasileiras dia 23 de novembro em um número recorde de salas: 450 em circuito nacional. Para se ter uma idéia, o todo-poderoso Titanic estreou em 350 salas. Já é possível afirmar que o filme será a maior arrecadação do ano no Brasil, ultrapassando com facilidade o atual primeiro lugar, O Retorno da Múmia, que tem uma bilheteria acumulada de R$ 12,8 milhões.