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    Atriz reclama de machismo em Hollywood após sexo oral ser censurado

    Evan Rachel Wood criticou o MPAA após censura
    Por Daniel Reininger
    28/11/2013

    Evan Rachel Wood (O Lutador) resolveu reclamar no Twitter contra a Motion Picture Association of America (MPAA), entidade que controla a censura por faixas etárias nos filmes dos Estados Unidos.

    A atriz chamou o grupo de machista após a censura de uma cena na qual recebe sexo oral durante seu novo trabalho, The Necessary Death Of Charlie Countryman. Curiosamente, algumas cenas violentas presentes na produção continuam presentes.

    "Ao ver o novo corte, eu gostaria de compartilhar meu desapontamento com a MPAA, que achou necessário censurar a sexualidade de uma mulher mais uma vez", escreveu ela no microblog.

    "A cena em que os dois personagens principais fazem 'amor' foi alterada porque alguém sentiu que ver um homem fazer sexo oral numa mulher deixava as pessoas 'desconfortáveis', mas as cenas em que as pessoas são mortas tendo suas cabeças explodidas ficaram intactas e inalteradas", disparou.

    O longa marca a estreia do diretor Fredrik Bond e foi exibido no Festival de Sundance deste ano. Antes de entrar em circuito comercial, voltou à mesa de edição e, nesse processo, a cena de sexo oral foi cortada a pedido da MPAA.

    "Esse é um sintoma de uma sociedade que quer envergonhar as mulheres e diminuí-las por gostarem de sexo, especialmente quando o homem não chega ao orgasmo também! Para mim, é difícil de acreditar que [a cena] teria sido cortada se os papéis fossem invertidos. Ou se a personagem feminina tivesse sido estuprada. É hora das pessoas crescerem", disse.

    "Aceitem que as mulheres são seres sexuais. Aceitem que alguns homens gostam de dar prazer a uma mulher. Aceitem que a mulher não precisa apenas ser f... e agradecer. Nós temos o direito e o dever de nos darmos prazer. É hora de nos manifestarmos", finalizou.

    Charlie Countryman ainda não tem data de estreia prevista para o Brasil.