Boa Sorte: Deborah Secco fala que personagem com HIV mudou sua vida

Coletiva de imprensa aconteceu em São Paulo, nesta terça-feira

04/11/2014 18h30

Por Daniel Reininger

Na tarde desta terça-feira (4), Deborah Secco foi o destaque da coletiva de Boa Sorte, filme em que vive a protagonista Judite, ao lado de Fernanda Montenegro, Felipe Camargo, Gisele Fróes e Cássia Kis Magro.

Deborah, que teve que perder quase 10 quilos para o papel, contou sobre a dificuldade de viver a personagem, mulher usuária de drogas, soropositiva, com pouco tempo de vida e paciente de uma clínica psiquiátrica. "Minha vida mudou completamente depois que conheci a Judite. Ela me ensinou o poder do agora. Foi uma descoberta libertadora. Estava presa ao que eu queria ser, ao que as pessoas poderiam pensar, se o casamento iria dar certo dali dez anos. Agora me preocupo com este momento, porque é só que a gente tem", disse a atriz.

No filme, as coisas começam a mudar na vida da garota quando ela conhece o adolescente João (João Pedro Zappa), internado pela família após uma série de problemas comportamentais. Os dois se apaixonam e vivem intenso romance.

Deborah Secco em Boa Sorte

Encantada com a personagem desde que leu o conto Frontal com Fanta, de Jorge Furtado, Deborah não economizou ligações e e-mails para a diretora, Carolina Jabor, e o roteirista, o próprio Jorge Furtado, para conseguir o papel. "O que me seduziu foi ela ser o oposto do que sou. Nunca usei drogas nem remédios pra dormir, só alguns para emagrecer, confesso", disse.

As filmagens duraram apenas 28 dias, mas Deborah diz ter sido o suficiente para sentir os efeitos de viver a personagem por, pelo menos, um ano. "Fazendo esse filme, descobri que ia morrer. Sempre soube, mas não tinha analisado o efeito disso", afirma Deborah. "O mais difícil foi deixar a Judite ir embora, porque ela é muito apaixonante", revelou.

Deborah Secco em Boa Sorte

A preocupação da cineasta era mostrar a personagem como uma mulher vibrante, apesar da situação que vivia. "Judite tinha que ser alguém com muita vida. É uma história na qual o amor salva. Busquei trazer a delicadeza do conto para o filme, tratar de questões do mundo atual com leveza", disse Carolina.

Para Furtado, Carolina Jabor era a pessoa certa para adaptar a história, por trazer um olhar feminino ao longa. "Quando escrevi, era a história de um cara. Ela conseguiu fazer com que fosse a história de um casal".

Para finalizar, Deborah disse que acredita no filme e brincou: "Gostei até mais do que A Culpa É Das Estrelas". Boa Sorte estreia no Brasil em 20 de novembro. Assista ao trailer do longa:


BOA SORTE por cineclick


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