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    Bon Jovi e Matthew McConaughey em Veneza

    Por Da Redação
    04/09/2000

    Um é um astro da música pop. O outro é um dos jovens atores mais cotados de Hollywood. Claro que renderam alvoroço entre fãs e jornalistas, que corriam atrás deles por todos os cantos da pequena Lido, ilha de Veneza onde está sediado o festival de cinema. Jon Bon Jovi e Matthew McConaughey foram as estrelas do dia, acompanhando a exibição de U-571. Como tudo por aqui é efêmero, a presença deles vai durar exatamente dois dias, até que chegue um novo astro. Foi assim com Sharon Stone, Richard Gere, Harrison Ford e Michelle Pfeiffer, que já fizeram visita meteórica pelo festival italiano.

    Bon Jovi, com cara de cansado e dizendo que nunca tinha falado tanto sobre si mesmo, é extremamente simpático. Tínhamos apenas dez minutos de conversa exclusiva com ele, que acabou rendendo 13 minutos por sua insistência em responder minha última pergunta, que já tinha sido cortada por seu agente.

    Nestes festivais internacionais de cinema funciona assim. Cada jornalista tem de sete a dez minutos para conversar com um astro. O agente ou relações públicas fica ao lado controlando o tempo, segundo a segundo. E o pior: fazendo sinais manuais de que faltam três, dois... um minuto. Nesse curto tempo você tem de conquistar o entrevistado, perguntar tudo o que quer e ainda fazer com que ele te dê respostas interessantes.

    No caso de Bon Jovi foi simples. Ele gosta de falar de cinema e conta que, apesar de sua carreira musical, trabalhar em um filme faz com que se sinta como um menino de 20 anos. Por isso ele insiste na carreira de ator, protagonizando filmes como O Jogo da Verdade e O Sedutor. Em U-571, de Jonathan Mostow (de Breakdown, com Kurt Russell), ele é um dos oficiais a bordo de um submarino americano durante a Segunda Guerra Mundial. É um papel pequeno, mas que gostou de fazer por ser uma "história de amizade, de companheirismo, entre um grupo de marinheiros presos em um submarino durante a guerra".
    Claro que o tema acabou rendendo diversas comparações com o fato real, ocorrido recentemente com o submarino russo. Bill Paxton, outro astro do filme, perdeu a paciência com tantas perguntas a respeito, dizendo que não queria mais falar sobre política. Com razão, já que U-571 é uma grande produção americana, com todos os chavões sobre heroísmo, com final feliz que destoa em muito da tragédia russa.

    Para aliviar a tensão, ele preferiu mostrar os cartões-postais que desenha em cada cidade por onde passa. Fez uma série de uns dez cartões de Veneza, que exibia orgulhoso ao diretor Jonathan Mostow.

    Matthew McConaughey faz aquela linha "eu sou gostoso e não estou nem aí". É um simpático profissional: ri, brinca, faz piadas mas tudo no piloto automático. Se você perguntar se ele gosta de azul ou de amarelo, já dá um curto circuito no rapaz. Ele se comporta o tempo todo como astro. Pelo menos não consegui ver seu lado, digamos, humano. Você pergunta e ele responde tudo direitinho, como um menino que faz decoreba para um prova de História. Sim, meninas, ele tem um olho lindo, um corpo maravilhoso, que exibe sob camisas sempre abertas para expor os músculos e o bronzeado artificial, mas não é nada além disso. Cansado de só fazer filmes de ação, conta que está se preparando para uma comédia romântica: "A pedidos de minha mãe, vou fazer uma comédia, com a Jennifer Lopez". Não dá mais detalhes, já que nosso tempo é curto e o agente está lá minha frente, com uma cara pouco amigável, dizendo: "That's it!"