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    Burocracia atrasa cinebiografia de Silvio Santos

    Por Heitor Augusto
    09/07/2010

    Silvio Santos vem aí e desta vez é no cinema. Guga de Oliveira, com décadas de experiência na televisão e muitas histórias para contar, resolveu encarar a missão de condensar 80 anos da vida do empresário num tempo cinematográfico. O que lhe impede de iniciar as filmagens são questões burocráticas.

    Ao contrário do noticiado anteriormente, a cinebiografia de Senor Abravanel não vai começar a ser rodada em julho. “O Silvio havia me dado total aprovação verbal para fazer o filme, mas um dos investidores exige o acordo por escrito. Então, estou conversando também com a família para não ter problema algum”, revelou Oliveira ao Cineclick.

    Um segundo detalhe que exige da produção uma minuciosa engenharia é o elenco. “Há dois anos, fiz um primeiro contato e Edson Celulari gostou da ideia de viver o Silvio Santos”. Porém, o próprio tamanho do filme dificulta a definição do elenco por causa da dificuldade em conciliar agendas.

    Baseado no livro A Fantástica História de Silvio Santos, do jornalista, ex-assessor Arlindo Silva, o longa vai contar não só a história do empresário, mas também passar por momentos importantes do Brasil, com destaque para a Era do Rádio, Estado Novo (1937-45), criação da televisão e ditadura militar. Um largo intervalo histórico, um punhado de personagens.

    “O casting será complicado. Por exemplo, pretendo abrir concurso para escolher quem vai viver o Silvio com 14 anos”, explica Oliveira. Quando o projeto começou, o diretor também contava com a participação de Antonio Fagundes como o pai de Silvio e Tony Ramos como Jassa, o famoso cabeleireiro.

    Interferência de Silvio

    Guga de Oliveira afirma que seu filme irá respeitar os fatos relatados na biografia de Silvio Santos. Porém, o empresário e apresentador não o proibiu de abordar assunto algum. “Eu até sugeri mostrar o roteiro, mas ele não quis interferir. Perguntei se teria problema falar do sequestro da filha ou a morte da primeira mulher, mas ele disse que só quer ver o filme pronto, na sala de cinema”, defende.

    Com isso, a cinebiografia começa justamente com o sequestro de Patrícia Abravanel, em 2001. Do cativeiro, o filme embarca em um flashback para contar a história de Silvio a partir de seu pai, que foi da Grécia para Marselha, França, e depois para o Brasil, fugindo da Primeira Guerra Mundial. O filme pretende seguir até os dias de hoje, com o ex-camelô à frente de um conglomerado que agrega 37 empresas.

    “Escrevi 250 sequências, deve dar umas três horas de filme”, estima o diretor. O orçamento vai girar em torno de R$ 12 a 15 milhões – captados com a iniciativa privada. Sem investimento de Silvio, diz Guga.

    O início das filmagens vai depender da assinatura da família Abravanel para a cinebiografia e a disponibilidade do elenco, que terá de conciliar o filme com trabalhos na televisão e no teatro. “Pelo menos no Rio de Janeiro, acho que não filmo antes de março de 2011”, ilustra. O longa será lançado no próximo ano, aproveitando a comemoração dos 80 anos de Silvio Santos, que começa em 12 de dezembro.