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    CANNES 2001: Irmãos Coen revivem o cinema noir

    Por Da Redação
    13/05/2001

    Habitués do Festival de Cannes, os irmãos Coen trouxeram mais um filme para a competição. Depois de concorrer quatro vezes e ganhar a Palma de Ouro em 1991, por Barton Fink, eles voltam a Croisette com The Man Who Wasn't There. Bem recebido pela crítica, esse delicioso filme noir tem todos os elementos de uma boa trama policial, inclusive a fotografia em preto e branco.

    A curiosidade é que roteiro de Ethan desconstrói o gênero, com um crime que, ao contrário de ser desvendado, traz mais mistério para a história. O espectador acompanha tudo como cúmplice e única testemunha do que realmente aconteceu, já que os próprios personagens não acreditam na banalidade de um crime tão simples, mas não solucionado.

    Billy Bob Thorton (na foto em cena do filme), ótimo como protagonista, descobre que sua mulher (Frances McDormand) está tendo um caso com o patrão. No melhor estilo Humphrey Bogart (cara de tédio, fumando o tempo todo e sempre bem vestido), ele mantém a calma e decide tirar proveito da traiçaão da mulher, passando a chantagear o amante dela. Daí pra frente, a coisa toda embola, com uma surpresa atrás da outra, ao estilo de clássicos como Pacto de Sangue e O Destino Bate a sua Porta, inspirados nos romances policiais de James M. Cain.

    É um forte candidato a prêmios, especialmente Thorton que deixa de lado aquela pose de mau e faz uma composição precisa e convincente do personagem - um homem comum e sem ambição que ganha a vida como barbeiro.