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    CANNES 2008: Festival também exibirá clássicos

    Por Da Redação
    12/05/2008

    Em 61 edições, o Festival de Cannes tornou-se uma das mais prestigiadas vitrines do cinema mundial, exibindo em primeira mão novas obras de diretores, consagrados ou novatos. No entanto, pelo quinto ano consecutivo, o evento também tem se firmado como painel para exibição de tesouros produzidos pelo cinema por meio da mostra Cannes Classics, sempre com projeções de longas restaurados, muitos deles inéditos nos cinemas e em DVD.

    Em 2008, Cannes Classics faz um tributo ao cineasta português Manoel de Oliveira. Outro diretor também terá o centenário de seu nascimento comemorado em 2008, o britânico David Lean. Mas, diferentemente de Manoel de Oliveira, que continua na ativa, Lean morreu em 1991. Serão exibidos os longas A História de uma Mulher (1949), This Happy Breed (1944) e o documentário Il Etait Une Fois... Laurence D'Arabie, no qual Anne Kunvari investiga a produção de Lawrence da Arábia, dirigido por Lean em 1962. Outro destaque na mostra é a exibição de Ashes Of Time Redux, dirigido pelo queridinho de Cannes Wong Kar Wai em 1994.

    Outro destaque no programa Cannes Classics deste ano é a exibição da cópia restaurada de Lola Montès, último trabalho dirigido por Max Ophüls, em 1955. Outros oito filmes clássicos serão exibidos em versão restaurada, como o indiano Guide (1965), de Vijay Anand; O Preço da Solidão, dirigido em 1972 por Paul Newman; Let's Get Lost, documentário sobre Chat Baker assinado por Bruce Weber em 1988; Santa Sangre (1989), de Alejandro Jodorowsky; Orfeu (1949), de Jean Cocteau; Fingers (1977), de James Toback; Gamperaliya (1965), de Lester James Peries; e The Savage Eye (1960), de Ben Maddow, Sydney Meyers e Joseph Strick.

    Também estão na programação documentários sobre cinema, como No Subtitles Necessary: Laszlo & Vilmos, de James Cressanthis, e You Must Remember This: A History Of Warner Bros, sobre os 85 anos do estúdio. Por falar nos 85 anos do estúdios, vários clássicos da Warner serão exibidos este ano em cópias restauradas. São elas:

    - Dirty Harry (1971), de Don Siegel
    - O Fugitivo (1932), de Mervyn LeRoy
    - Essa Pequena é uma Parada (1972), de Peter Bogdanovich
    - Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas (1967), de Arthur Penn
    - Operação Dragão (1973), de Robert Clouse
    - Banzé no Oeste (1974), de Mel Brooks
    - Capitão Blood (1932), de Michael Curtiz
    - Matrix (1999), dos irmãos Wachowski
    - O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962), de Robert Aldrich
    - Coleção Looney Tunes

    Outra lembrança marcante na história do festival que será retomada este ano é a interrupção que ocorreu em Cannes há exatos 40 anos. Em 1968, aconteceu pela única vez a interrupção do festival por conta de eventos políticos relacionados à ebulição social na França naquela época. Este ano, os organizadores apresentarão filmes que não puderam ser exibidos em 1968 por conta dessa interrupção. Carlos Saura marcará presença na Riviera Francesa para apresentar Peppermint Frappé, assim como Claude Lelouch, que apresentará uma cópia restaurada de 13 Jours En France Também serão exibidos neste programa Anna Karenina, de Aleksandr Zarkhi, Quatro Devem Morrer, de Peter Collinso, e 24 Hours In The Life Of A Woman, também com a presença do diretor, Dominique Delouche.

    Pelo segundo ano, o World Cinema Foundation, que, presidido por Martin Scorsese (The Rolling Stones - Shine a Light), pretende prover ajuda financeira para a restauração e distribuição de clássicos do cinema mundial ao redor do mundo, marca presença em Cannes. Diferentemente do ano passado, que exibiu o clássico brasileiro Limite (1931), não há filmes brasileiros programados, mas sim a exibição restaurada dos seguintes longas:

    - Susuz Yaz (1964), de Metin Erksan
    - Hanyo (1960), de Kim Ki-young
    - Touki Bouki (1973), de Djibril Diop Mambéty