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    Cidade Invisível: quais são os folclores brasileiros que aparecem na série?

    Curupira, Cuca, Saci e mais: você conhece as lendas brasileiras que invadem a realidade em Cidade Invisível, da Netflix?
    Por Da Redação
    08/02/2021 - Atualizado há 3 meses

    A série brasileira Cidade Invisível, que estreou na Netflix no dia 5 de fevereiro, foi renovada para a segunda temporada! Na atração somos apresentados ao detetive Eric (Marco Pigossi) que, ao investigar a misteriosa morte de sua mulher, entra em um mundo repleto de criaturas do folclore brasileiro.

    Apesar da narrativa fantástica, a obra está longe de ser um Sítio do Pica-pau Amarelo: investindo no suspense, as lendas se mesclam e se adaptam à realidade contemporânea, sendo, às vezes, completamente transformadas.

    Para te ajudar a identificar todos os folclores presentes na série, reunimos aqui as histórias originais e como elas são retratadas:

    Folclore

    Boto cor-de-rosa

    Dizem que o Boto cor-de-rosa é capaz de se transformar em um homem jovem e sedutor nas noites de lua cheia. Ele geralmente veste branco e usa um chapéu para esconder suas narinas que, como é próprio da sua versão animal, tomam a forma de um “furo” no topo da cabeça.

    O boto é conhecido, no folclore, por conquistar mulheres solteiras, levá-las para o fundo do rio e engravidá-las, sumindo logo depois. É a partir da lenda que surgiu a expressão "filho do boto" para os casos de crianças cujo pai é desconhecido.

    Assim como no folclore, na série da Netflix o Boto cor-de-rosa usa roupas brancas e chapéu, sendo muito galanteador e nunca envelhecendo. Conhecido como Manaus, é interpretado por Victor Sparapane e, ao longo da narrativa, conquista e engravida algumas personagens. 

    Por causa disso, também somos introduzidos a um “filho do boto”... mas falar quem é já é spoiler!

    Corpo-seco

    Também conhecido como Unhudo, no folclore brasileiro ele é um menino malcriado que, depois de morrer, nem o céu, nem o inferno e nem a terra quiseram. Como resultado, ele se tornou uma criatura do mal que pode ser encontrada nas árvores, ou perambulando pelas cidades. Se uma pessoa passa perto dele, ele a arrasta para dentro da floresta e a mata em um abraço fatal.

    Na série, o Corpo-seco é um dos grandes mistérios a serem resolvidos pelo detetive e é descrito como uma assombração capaz de assumir o corpo de pessoas vivas para fazer maldades. No entanto, ao invés de se originar de um menino malcriado, ele surge a partir de um caçador egoísta que, após ser morto, não é aceito nem no céu, nem no inferno e nem na terra. 

    O resto, só assistindo para saber!

    Cuca

    Nana, neném, que a Cuca vem pegar... É difícil encontrar um brasileiro que nunca tenha ouvido essa cantiga de ninar. No folclore, a Cuca é uma velha bruxa com cabeça de jacaré, cabelos compridos e uma aptidão para poções e feitiços.

    Ela também só dorme uma noite a cada sete anos, por isso está sempre à espreita para raptar crianças que não obedecem aos pais. Dizem que a cada mil anos completos, ela se enfeitiça e toma forma de um pássaro com canto melancólico.

    Já na série Cidade Invisível, a cabeça de jacaré da Cuca é deixada de lado e quem assume as rédeas da personagem é a atriz Alessandra Negrini. Com o nome de Inês, a bruxa tem cabelos longos, ar sombrio e está sempre mexendo em poções, por vezes utilizando poderes de hipnose ao recitar a clássica cantiga.

    No entanto, ao invés de se transformar em um pássaro, a Cuca da Netflix tem forte ligação com a borboleta, forma que assume em alguns momentos e que está presente no logo do bar que ela gerencia.

    Curupira

    No folclore, o Curupira é um guardião da fauna e flora brasileira. Suas características mais marcantes são o cabelo de fogo e os pés virados para trás, algo que o ajuda a despistar quem se atreve a procurá-lo a partir de suas pegadas. 

    Ele mora na floresta e é descrito como extremamente ágil e perigoso, tendo como alvo pessoas que ameaçam ou danificam seu habitat. O Curupira é conhecido por gostar de beber e fumar e por isso é comum que caçadores e lenhadores ofereçam pinga e fumo ao entrarem na mata.

    Em Cidade Invisível, o Curupira é o primeiro personagem do folclore brasileiro que dá as caras, chamando atenção pelo cabelo de fogo e os pés virados para trás. No convívio com os humanos, ele fica em uma cadeira de rodas para esconder os pés e não desgruda da cachaça.

    O guardião, interpretado por Fábio Lago, é amante da natureza e prefere ficar sozinho do que na companhia de outras pessoas, sendo um personagem mais recluso. 

    Iara

    Mãe d'água ou Iara, a mulher que é metade peixe, é uma das figuras mais icônicas do folclore brasileiro. Por meio do seu canto, ela é capaz de hipnotizar os homens, levando-os para as águas para morrerem afogados.

    Segundo a lenda, antes de ser sereia, Iara era uma guerreira que, ao ser traída por seus irmãos, mata-os e depois é lançada ao rio como punição. Ela é salva pelos peixes, assumindo sua forma híbrida e afogando homens como vingança.

    Camila, interpretada por Jessica Cores, é Iara em Cidade Invisível. Diferentemente da lenda, ela tem a capacidade de assumir a forma humana, sendo uma cantora que se apresenta em bares, onde hipnotiza homens e os leva para o mar. 

    Ao longo da série, sua história é mencionada rapidamente. Nesta, ela foi traída e morta pelo homem que amava e não tem qualquer relação com irmãos.

    Saci-pererê

    Talvez o personagem mais famoso do folclore brasileiro, o Saci-pererê é um menino negro de uma perna só, sempre trajando um cachimbo e uma carapuça vermelha, fonte de seu poder. Se ela é retirada, ele perde seus poderes, o que pode ser usado como forma de chantagear o menino.

    Sua característica mais marcante é a personalidade travessa: ele nunca perde a chance de fazer alguma traquinagem. Porém, o Saci também é um grande conhecedor da utilização de ervas e plantas medicinais, e é conhecido por viajar dentro de redemoinhos. 

    Em Cidade Invisível, o Saci é também conhecido como Isac (percebe o anagrama?), interpretado por Wesley Guimarães. O menino tem várias similaridades com o original: é tão travesso como no folclore, fazendo artimanhas por onde passa, e também viaja em redemoinhos. 

    As pequenas diferenças que surgem na história é que ele usa uma perna postiça para disfarçar a ausência da que falta, e o clássico gorro assume forma de uma bandana. 

    Tutu Marambá

    No folclore brasileiro, ele também é chamado de bicho-papão. Tutu é conhecido por perseguir crianças travessas, principalmente as que não querem dormir e por isso é comum ser associado à Cuca.

    Mas há controvérsias acerca de sua aparência: alguns acreditam que ele não tem uma forma única, podendo assumir o maior medo de quem irá atacar, enquanto outros afirmam que ele é um porco-do-mato.

    Em Cidade Invisível, ele leva o próprio nome folclórico, Tutu, e é interpretado por Jimmy London. Ele é apresentado como um seguidor da Cuca e seu poder demora a aparecer, mas não tarda, e, quando, é necessário ele assume a forma de um porco-do-mato.

    E aí, você conseguiu identificar os personagens presentes na série? O que achou das adaptações? 

    Não perca a primeira temporada de Cidade Invisível, já disponível na Netflix!