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    Cine Ceará: Maria de Medeiros é homenageada e abre festival com show

    Atriz, cantora e diretora portuguesa recebeu troféu Eusélio Oliveira pela carreira
    Por Roberto Guerra, de Fortaleza
    08/09/2013
    Maria de Medeiros

    Vive bom momento a multifacetada artista Maria de Medeiros. Do Festival de Gramado, ocorrido em agosto, saiu vencedora do Kikito de Melhor Filme Estrangeiro, do Prêmio Don Quixote e Prêmio da Crítica pelo documentário Repare Bem. Na noite deste sábado (7), em Fortaleza, foi homenageada com o Troféu Eusélio Oliveira pela carreira e abriu com um show a 23ª edição do festival cearense, que segue até dia 14.

    "Estou muito emocionada, sinceramente emocionada com esta homenagem. Gostaria de agradecer enquanto portuguesa por esta atenção à cinematografia de meu país, à nova geração do cinema português. Estar aqui festejando o cinema português no dia da independência do Brasil é, pra mim, um sintoma, um símbolo da imensa e emocionada amizade que nos une", disse a atriz – que faz sua primeira visita ao Nordeste do país - em seu discurso de agradecimento.

    A atenção ao cinema português a qual Medeiros se refere diz respeito ao novo formato do Cine Ceará, que este ano deixou de ser temático e passa a homenagear o cinema de um país. Quem inaugura a novidade é Portugal, que ganha mostra especial de filmes produzidos nos últimos 15 anos. O Cine Ceará exibe ainda uma retrospectiva da carreira da atriz e diretora, com a exibição de filme como Henry & June, O Contador de Histórias e Capitães de Abril, premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

    Repare Bem será exibido neste domingo, às 14h30, no Centro Cultural Dragão do Mar (sala 1). Em seguida, ocorre debate com Medeiros e a protagonista do filme, Denise Crispim, em cujos depoimentos o longa é centrado.

    Denise foi mulher de Eduardo Collen Leite, o guerrilheiro de extrema-esquerda conhecido por Bacuri, torturado e morto brutalmente pelos militares em 1970. Ela conta em detalhes como se conheceram, a gravidez inesperada, a perseguição e a fuga para o exílio com a filha Eduarda, que hoje vive na Holanda e também relata a difícil infância e suas impressões sobre o pai que não conheceu.