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    Cinema, lua cheia e cobertores no Tudo sobre Mulheres

    Por Da Redação
    27/09/2007

    Para a grande maioria dos cinéfilos, acostumada a ver filmes nas salas de cinema, o Tudo Sobre Mulheres - Festival de Cinema Feminino - é uma experiência única e inesquecível. Na noite de abertura da terceira edição do evento, ocorrida ontem (26), mais de 500 pessoas se acomodaram confortavelmente na praça central da cidade de Chapada dos Guimarães para assistir - literalmente - a dois espetáculos. Na tela, a projeção do longa Ao Sul de Setembro, de Amaury Tangará. E no céu uma escancarada lua cheia que iluminava (e, para os mais crédulos, abençoava) todo o Festival. Um bem-vindo vento refrescante amenizava o calor da noite, e caso a temperatura caísse mais, a própria organização do evento estava equipada para providenciar o empréstimo gratuito de cobertores para o público. Obviamente a lua cheia não era um mero acaso: o Tudo Sobre Mulheres pauta suas noites de abertura pelo calendário lunar, evidenciando ainda mais o caráter diferenciadamente humanista deste Festival.

    Nesta noite de abertura, foram homenageadas duas personalidades marcantes do cinema brasileiro. A empresária Edina Fujii, diretora da Quanta Cinematográfica, empresa que já apoiou mais de 500 filmes nacionais através de um sistema de co-produção que fornece o que há de mais moderno em equipamentos de iluminação cinematográfica aos produtores do país. E o poeta, ator, autor, agitador cultural e cineasta paranaense - há anos radicado em Mato Grosso - Amaury Tangará, diretor dos longas A Oitava Cor do Arco-Íris e Ao Sul de Setembro, este ainda inédito no circuito comercial.

    Totalmente rodado na Chapada dos Guimarães, Ao Sul de Setembro nunca havia sido exibido na própria cidade que lhe serviu de cenário. A projeção de ontem à noite foi cercada de muita expectativa, além de uma certa dose de magia que marcou o encontro do real com o virtual: na praça, a igreja histórica do século 18; na tela, a imagem da mesma igreja, filmada do mesmo ângulo, como que refletindo um sonho de cinema. Acima de tudo, a tal lua cheia testemunhando tudo. Misticismo pouco é bobagem.

    Ao Sul de Setembro narra a bela história de amor de um poeta que, como diz o próprio pôster do filme, jogava cartas de amor ao ar como quem joga garrafas no mar, tudo em nome da mulher amada. Chama a atenção no filme a presença do consagrado músico Renato Teixeira, autor de Romaria, entre tantas outras, não só como compositor da ótima trilha do filme, como também estreando como ator de cinema.

    Hoje (27) acontece a primeira sessão da mostra competitiva do Festival, com a projeção de 17 curtas e médias-metragens. A meteorologia indica 60% de possibilidades de chuvas. Mas todos esperam a volta da lua cheia.